Prefeito de Toronto envolvido em escândalo de crack concorre à reeleição

Rob Ford registrando sua candidatura à reeleição (AP)
Image caption Rob Ford disse que os eleitores darão o veredicto sobre seus problemas

O prefeito de Toronto, Rob Ford, que admitiu ter fumado crack, oficializou nesta quinta-feira sua candidatura à reeleição na cidade canadense.

Ao entregar os documentos para concorrer a outro mandato, Ford revelou o slogan de sua nova campanha: "Ford more years", um trocadilho entre seu nome e a expressão em inglês "four more years" ("mais quatro anos").

"Fui o melhor prefeito que esta cidade já teve", disse.

Por enquanto, Ford é o único candidato a confirmar que vai concorrer nas eleições municipais de 27 de outubro, mas deve enfrentar adversários em ambos os lados do espectro político.

Ford, que é conservador, foi eleito em 2010 para liderar a maior cidade do Canadá, prometendo combater gastos desnecessários na prefeitura.

Mas, no ano passado, ele admitiu ter usado crack durante seu mandato, alegando que o consumo ocorreu durante uma "bebedeira".

Ford confessou o uso das drogas perante jornalistas após a revelação, feita em maio, de que imagens gravadas em vídeo mostrariam ele se drogando.

Ao registrar sua candidatura à reeleição, o prefeito disse que cabe aos eleitores dar o veredicto sobre os problemas pessoais que ele enfrentou.

Drogas e ameaças

Ford, que resistiu às pressões para que renunciasse, teceu mais elogios à sua administração. "Temos os impostos mais baixos do que qualquer outra grande cidade na América do Norte. A cidade está florescendo. Enfrentei questões que outros prefeitos não conseguiram", afirmou a jornalistas.

Em novembro, após a revelação do consumo de crack, o prefeito foi destituído de grande parte de seus poderes, em votação do conselho municipal que transferiu algumas responsabilidades - e parte do orçamento da cidade - ao vice de Ford.

Mas ele manteve os planos de concorrer à reeleição. Ele mantém sua popularidade em algumas áreas mais conservadoras de Toronto.

Além do escândalo, também surgiram documentos da polícia alegando que Ford usou linguagem abusiva com termos racistas, ameaçou funcionários, cheirou cocaína em um restaurante e fez propostas sexuais para uma colega.

O prefeito nega todas essas acusações.

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