Vida útil de Estação Espacial Internacional deve ser ampliada

ISS (Foto: Nasa)
Image caption ISS poderá funcionar até 2024, quatro anos a mais do que o previsto inicialmente

A Nasa, agência espacial americana, ganhou nesta quarta-feira apoio da Casa Branca para ampliar a vida útil da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) por mais quatro anos, até 2024.

A construção da ISS começou em 1998, como uma empreitada conjunta de EUA, Rússia, Canadá, Japão e Estados-membros da Agência Espacial Europeia. Todos eles terão de consentir com a manutenção da ISS para que ela seja implementada de fato por mais quatro anos.

O compromisso conjunto expira em 2020, mas muitos engenheiros acreditam que a estação pode funcionar de forma segura ao menos até 2028.

Passo 'positivo'

Bill Gerstenmaier, administrador-associado da Nasa que responde pela estação, disse à imprensa que seria viável continuar a operar a ISS mesmo se alguns dos países-parceiros discordassem, mas acrescentou que a expectativa é de que todos apoiem a medida, mesmo que isso leve alguns anos para ser aprovado por governos ou poderes legislativos.

"Falamos com os (países) parceiros sobre isso. Em geral, eles veem (a ampliação do uso da ISS) como um passo positivo à frente."

A Alemanha, maior contribuinte europeia ao projeto, certamente tem interesse em que a plataforma já em órbita - que custou US$ 100 bilhões - opere por muito tempo.

Segundo o presidente da agência espacial alemã (DLR), Jan Woerner, "a Alemanha quer usar a ISS até 2020 ou mais. Esperamos que outros países-membros (europeus) se comprometam com isso e deem dinheiro para isso".

As declarações de Woerner foram dadas em Washington, onde a DLR e a Agência Espacial Europeia anunciaram negociações técnicas para desenvolver um mini-ônibus espacial para carregar astronautas à ISS. Acredita-se que ele estará em funcionamento entre 2016 e 2017 e funcionará sem a necessidade de tripulação.

Atualmente, a estação depende de cápsulas russas Soyuz para transportar os seis funcionários da plataforma. A Nasa está pedindo que empresas americanas desenvolvam alternativas.

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