Candidato a comando da Fifa propõe adoção de cartão laranja no futebol

  • 20 janeiro 2014
Jérôme Champagne (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption Jérôme Champagne conta com o apoio de Pelé e quer substituir Joseph Blatter

Um candidato à presidência da Fifa propôs, em sua campanha, que o futebol passe a adotar também um cartão laranja - o que permitiria que os árbitros punissem jogadores com uma expulsão de apenas alguns minutos.

O francês Jérôme Champagne, de 55 anos, anunciou sua candidatura nesta segunda-feira para tentar substituir Joseph Blatter no comando do órgão que regula o futebol mundial. As eleições estão marcadas para junho de 2015.

Champagne sugere que algumas faltas menores sejam punidas com dois ou três minutos de ausência do jogador de campo.

Ele citou como exemplo um jogador que já tivesse um cartão amarelo e que teria de receber um segundo cartão apenas por tirar a camisa ao comemorar um gol.

Não é a primeira vez que o tema é debatido pela Fifa: o cartão laranja chegou a ser discutido em 2009, mas acabou descartado pela Fifa.

O brasileiro Pelé gravou mensagem de apoio à campanha de Champagne, exibida em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

"Não posso ficar afastado de um debate tão importante para o futuro do futebol", disse Pelé no vídeo. "Apoio Jérôme Champagne e sua visão."

Propostas

Outras polêmicas propostas do francês incluem impor cotas para jogadores estrangeiros nas equipes, permitir que apenas o capitão do time aborde o juiz e tornar públicos os salários do presidente e do alto escalão da Fifa.

Champagne disse que é preciso estabelecer "uma Fifa diferente, mais democrática e respeitada, que se comporte melhor e faça mais".

Mas ele admitiu que terá dificuldades em vencer o pleito caso Blatter - que completa 78 anos de idade em março - decida concorrer a um quinto mandato.

Questionado se seria capaz de derrotar Blatter, ele disse: "Acho que não, ele é alguém de relevância".

Champagne, um ex-diplomata, é também ex-vice-secretário-geral da Fifa - e trabalhou ao lado de Blatter entre 2002 e 2005, até deixar o órgão em 2010.

Desde então, trabalha como consultor de futebol em locais como Kosovo, Territórios Palestinos, Israel e Chipre.

Outro possível candidato ao pleito de 2015 é o presidente da Uefa (organização que representa clubes europeus), Michel Platini, mas ele ainda não se pronunciou oficialmente.

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