Amanda Knox volta a ser condenada por morte de britânica

  • 30 janeiro 2014
Amanda Knox, em foto de arquivo (AP) Direito de imagem AP
Image caption Amanda Knox dividia apartamento com Meredith Kercher na Itália

A Justiça italiana voltou a condenar, nesta quinta-feira, a ré americana Amanda Knox e o italiano Raffaele Sollecito pelo assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, em 2007.

Knox - que está nos EUA - e seu ex-namorado italiano se declaram inocentes do crime.

Ela foi sentenciada a 28 anos e seis meses de prisão; Sollecito foi condenado a 25 anos.

A britânica Kercher foi esfaqueada até a morte no apartamento que dividia com Knox (hoje com 26 anos) em Perugia, na Itália, quase sete anos atrás.

Em 2009, a Justiça italiana havia decidido pela condenação de Knox, mas a decisão foi revista em 2011, após procedimentos do caso e a coleta de provas de DNA terem sido questionados. Na ocasião, os dois réus já tinham passado quatro anos na cadeia.

A Promotoria pediu então um novo julgamento, argumentando que importantes provas de DNA haviam sido desconsideradas.

Nesta quinta, após quase 12 horas de deliberação, a Justiça revalidou o veredicto de 2009.

Possível extradição

A sentença foi lida pelo juiz Alessando Nencini, que determinou que Sollecito, de 29 anos, tenha seu passaporte revogado. Mas o juiz considerou "justificável" o fato de Knox estar fora da Itália.

Acredita-se que a Itália deva entrar nos EUA com um pedido pela extradição de Knox.

Em comunicado emitido após a decisão judicial, a americana se disse "assustada e triste" pelo "veredicto injusto", que, segundo ela, se seguiu a uma "investigação preconceituosa e de mente fechada".

Sollecito, por sua vez, havia dito à corte em novembro que "não fazia sentido" que ele tivesse cometido "um ato tão atroz" contra Kercher.

O caso

Kercher, nascida no sul de Londres, tinha 21 anos à época do crime. Ela foi encontrada com sua garganta cortada, no apartamento que compartilhava com Knox.

O principal argumento da Promotoria era de que Kercher teria morrido após uma espécie de jogo sexual que também envolvia Knox e Sollecito - e que em algum momento deu errado. Também alegou-se que a morte teria sido o resultado de uma discussão acalorada entre as duas garotas quanto à limpeza do apartamento onde moravam.

Uma terceira pessoa, o marfinense Rudy Guede, também foi condenada pela morte da britânica em um julgamento prévio. Ele cumpre pena de 16 anos.

Knox argumenta que Guede (que era traficante de drogas) agiu sozinho no homicídio.

Ela e Sollecito ainda podem recorrer à Suprema Corte italiana, mas analistas dizem que isso levaria anos.

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