Após perder filho, pai faz Facebook buscar nova política para memoriais online

John Berlin, em reprodução do YouTube Direito de imagem YouTube John Berlin
Image caption John Berlin (acima, em reprodução do YouTube) pediu ao Facebook vídeo de retrospectiva de seu filho

O apelo de um pai - que pediu publicamente ao Facebok que faça o filme retrospectivo de seu filho, morto em 2012 - fez com que a rede social passasse a discutir formas de permitir que familiares relembrem seus entes queridos.

Em comemoração aos seus dez anos, o Facebook lançou recentemente uma ferramenta que permite que usuários assistam a vídeos com a retrospectiva de seu perfil na rede social.

O americano John Berlin postou, na última quarta-feira, um depoimento no YouTube, contando que seu filho de 22 anos, Jesse, morreu em 2012 e ele não tem acesso à conta do filho no Facebook.

"Tenho visto esses vídeos de 1 minuto (de retrospectiva) e eles são ótimos. Só o que eu quero é ver o vídeo do meu filho", argumenta Berlin, alegando que tentou contato com a rede social via e-mail, sem sucesso.

Até a tarde desta quinta-feira, o vídeo de Berlin tinha quase 1 milhão de cliques. Ele também postou o obituário de seu filho, para evitar suspeitas de que seu caso fosse um trote.

Em comentário na página também na quinta-feira, o americano disse que foi contatado pelo Facebook e que a rede social prometeu fazer o vídeo de seu filho.

"Deu certo, acabo de ser contactado por telefone pelo Facebook e eles farão um video para nós. Também disseram que vão analisar formas de ajudar melhor famílias que tenham perdido seus entes queridos."

Lembrança

Consultado pela BBC, um porta-voz do Facebook respondeu por e-mail que está trabalhando para implementar novas formas de lidar com a morte na rede social.

"Esta experiência reforçou que podemos fazer mais para ajudar as pessoas a celebrar e relembrar a vida de quem elas perderam", diz o porta-voz. "Teremos mais informações a respeito nas próximas semanas e meses."

O Facebook já oferece um processo de "memorial" para perfis de usuários de pessoas falecidas, no qual parentes podem usar o link de ajuda do site para mandar reportagens e documentos que confirmem que o dono do perfil morreu.

O processo impede que o perfil da pessoa apareça ao lado de anúncios publicitários ou em mensagens contextuais; além disso, amigos não serão avisados de seu aniversário.

O serviço foi criado em 2009, após um dos engenheiros da rede social ter perdido uma pessoa próxima.

Mas o Facebook não dá acesso pleno à conta de usuários, por conta de questões de privacidade.

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