MH370: Localizador busca caixa-preta em rota submarina

  • 4 abril 2014
Tower Pinger Locator. Foto: AP Image copyright AP
Image caption Equipamento Tower Pinger Locator consegue captar sinais emitidos por caixas-pretas

As equipes de buscas do voo MH370 estão usando equipamento de alta tecnologia nesta sexta-feira para tentar achar a caixa-preta do voo MH370, da Malaysia Airlines, que está desaparecido há quase um mês.

Dois navios munidos com tecnologia especial de localização estão vasculhando uma rota submarina de 240 quilômetros, na esperança de achar sinais do avião. Além disso, outros 14 aviões e nove navios participam do esforço.

O voo MH370 está sumido desde o dia 8 de março. Ele fazia a rota de Kuala Lumpur, na Malásia, a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo.

Tudo indica que o avião caiu no sul do Oceano Índico, mas até agora nenhum destroço foi achado.

As buscas estão sendo coordenadas a partir da cidade de Perth, na Austrália.

Técnica especial

Os navios Ocean Shield, da Austrália, e HMS Echo, dos Estados Unidos, estão usando tecnologias especiais parecidas. A embarcação australiana leva um "towed pinger locator", dispositivo que é rebocado em baixa velocidade pelo navio, fornecido pela Marinha americana.

A caixa-preta que está no fundo do mar emite pequenos sinais de dados conhecidos como "pings". A tecnologia equipada nos dois navios tenta ler pings que estão sendo emitidos no mar.

As equipes de buscas têm pouco tempo para usar esta técnica, porque as baterias das caixas-pretas costumam durar apenas cerca de 30 dias.

Com as baterias expiradas, perde-se a chance de se tirar proveito da emissão dos pings para achar o avião.

A área escolhida para as buscas foi determinada por uma análise de informações de satélite. Baseado no que se sabe sobre a velocidade e o sentido da aeronave, especialistas estimaram o local mais provável onde ela teria caído.

A análise continua sendo aprimorada, mesmo enquanto os navios realizam as buscas.

A área total das buscas é de 217 mil quilômetros quadrados e fica a 1,7 mil quilômetros a noroeste da cidade de Perth, na Austrália. As condições de tempo nesta sexta-feira são boas.

Parte das pessoas envolvidas nas buscas encontrou-se com o premiê australiano, Tony Abbott, nesta sexta-feira. Ele disse que esta é "provavelmente a busca mais difícil já feita" na história.

"Uma grande aeronave como essa parece ser algo fácil de se localizar, mas uma grande aeronave que sumiu em oceanos inacessíveis faz com que esse desafio seja extraordinário."

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