Mulheres contam como foram os partos de seus filhos

Atualizado em  16 de abril, 2014 - 08:41 (Brasília) 11:41 GMT

Teste

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Optei pela cesárea e não me arrependo.”

    Minha obstetra era aberta ao parto normal e sempre me deu dicas para a gente seguir nesse caminho.

    Mas, na 38ª semana, ela alertou que minha bebê estava muito grande e provavelmente teria mais do 3,7kg, o que considerava o limite para um parto normal.

    Isso poderia me causar uma incontinência urinária no futuro, ela explicou.

    Esperamos até a 42ª semana, mas a Sofia não nascia e eu não tinha nenhuma dilatação. Conversei com meu marido e optamos pela cesárea.

    A recuperação realmente não foi fácil. Nunca tinha feito uma cirurgia e entendi que pode ser muito sofrido.

    Não me senti pressionada e nunca tive muita vontade de fazer parto normal. O importante era que a Sofia nascesse.

    Não me arrependo da minha escolha. Se tiver que fazer uma nova cesárea, não será nenhum problema.

    - Fabiana Tocchet, de 36 anos, é mãe de Sofia, de 3 anos.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Dei à luz sem anestesia."

    Só pensei em como gostaria de ter meu filho depois que engravidei.

    Sempre que perguntava ao meu obstetra sobre o parto normal, ele ficava reticente, me dizia que só poderíamos saber na hora. Isso me incomodou.

    Eu e meu marido ficamos com medo de sermos induzidos a uma cesárea em cima da hora e decidimos trocar de profissional.

    Mudei para uma obstetra que segue a linha humanizada. Para esses profissionais, o parto normal é o mais indicado.

    Na época, meu marido havia feito um treinamento em experiências de regressão a vidas passadas e viu que muitas pessoas carregam traumas do parto.

    Ele me convenceu que o melhor presente que podíamos dar ao nosso filho não era um enxoval comprado em Miami ou um carrinho importado, mas um parto natural, sem anestesia nem trauma, com uma ótima equipe de apoio.

    Além disso, a anestesia limita os movimentos da mulher, e eu queria poder me movimentar para encontrar a melhor posição para dar à luz.

    Disse à minha obstetra que pensava no parto sem anestesia. Ela me apoiou, mas disse que nem toda mulher conseguia. Era preciso me preparar.

    Tratei de me matricular num curso numa clínica especializada. Enquanto isso, fazia aulas de hidroginástica com grávidas com gestações em estágios parecidos.

    Todas queriam parto natural. Todas fizeram cesárea.

    Uma disse que tinha pouco líquido amniótico. Outra falou que a bolsa não estourou nem entrou em trabalho de parto. Teve uma que fez porque já tinha mais de 40 semanas e outra por causa do cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê.

    Todas essas situações não são indicações absolutas de cesárea. Elas caíram no conto dos médicos porque não tinham se informado.

    O maior perigo é gestante desinformada, porque aí se deposita toda a confiança no médico e não se questiona nada.

    Quando estava com 40 semanas de gestação, comecei a sentir a pressão pela cesárea. Na hidroginástica, volta e meia me perguntavam se eu não ia fazer. Quando caminhava no parque, era abordada por senhoras que diziam ser muito perigoso deixar a gravidez prosseguir. Contavam-me casos pavorosos a toda hora.

    Deparei-me com muita ignorância nesse final de gravidez. A cultura da cesárea está muito difundida, e parece que o parto normal é coisa de outro mundo.

    Meu bebê acabou nascendo com 41 semanas exatas, de parto normal sem anestesia. Cheguei a pedir algo pra dor, mas não me deram ouvidos. Disseram que ia acabar logo. Ainda bem, porque hoje nem lembro de como é a dor.

    Considero-me vitoriosa por ter conseguido fugir do padrão.

    - Daniela Toviansky, de 35 anos, é mãe de Sebastião, de 1 ano e 6 meses.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Decidi confiar no meu médico."

    Escolhi que teria minha filha por parto normal porque queria que fosse algo natural, uma surpresa. Não me agradava a ideia de ser algo programado.

    Minha obstetra concordou e esperamos o máximo possível. Quando estava com 40 semanas e alguns dias, fiz um ultrassom para ver se tudo estava bem, mas o exame mostrou que eu estava com muito pouco líquido amniótico.

    Perguntei se era possível induzir o parto, mas minha médica disse que não porque eu não tinha nenhuma contração nem dilatação. Acabei fazendo uma cesárea.

    Não sei dizer se, caso esperasse mais um pouco, minha filha viria por parto normal e sem riscos. Até era possível. Já ouvi casos como o de uma médica que indicou uma cesárea, mas a mãe foi a outro médico, com quem fez parto normal, e correu tudo bem.

    Mas o mais importante é ter confiança no médico. Escolhi com cuidado a minha e decidi confiar nela.

    No fim, deu tudo certo. Não pude ter um parto natural como queria, mas a vida segue - e muito mais feliz, independentemente do tipo de parto.

    - Priscila Feiner, de 30 anos, é mãe de Flor, de 11 meses.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Tive parto normal com bebê sentado."

    Tive três gestações e em todas elas os bebês estavam sentados.

    Na primeira, me faltou assistência profissional qualificada para ajudar na escolha e fiz uma cesárea.

    Na segunda, tive pré-eclampsia. Meu parto foi induzido com 31 semanas, mas minha bebê não resistiu e faleceu antes de nascer.

    Na terceira gestação, decidi que ia ter um parto normal.

    Até engravidar pela primeira vez, não havia pensado muito nisso, mas a maioria das minhas irmãs tinha dado a luz numa cesárea pré-agendada. Vi que era uma prática comum e não me questionava.

    Mas, na terceira gestação, passei a me questionar, me informei, busquei grupos de apoio e vi que era possível ter um parto normal com o bebê sentado se houver o devido respaldo profissional. Decidi que era a melhor opção para mim.

    Só percebi que meu terceiro bebê estava sentado na 30ª semana. Muitos obstetras têm objeção ao parto normal neste caso. Procurei um obstetra favorável ao parto normal.

    Íamos tentar uma manobra para colocar o bebê na posição correta, mas a bolsa estourou com 35 semanas.

    Fiquei numa posição de quatro apoios para facilitar o nascimento do Miguel. Ele nasceu rápido e sem complicações.

    Isso me deu a oportunidade de passar por um dos momentos mais significativos da vida de uma mulher. Finalmente preenchi uma lacuna que havia em mim.

    - Patrícia Brandão, de 42 anos, mãe de Luna, de 5 anos, e Miguel, de 2 anos.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Escolhi cesárea, mas não faria de novo”

    Sempre pensei em fazer cesárea. Tinha medo de sentir dor e queria me programar e poder registrar tudo.

    Mas, quando fiz o curso de gestantes, frisaram bastante o parto normal e que era possível ter um sem dor.

    Fiquei em dúvida e cheguei a questionar minha médica. Mas ela disse que a recuperação da cesariana seria tranquila e que a cicatriz ficaria pequena. Acabei optando pela cirurgia.

    A obstetra acertou na parte da cicatriz, mas já na da recuperação...Foi muito difícil. Passei mal e acabei sentindo muita dor de qualquer jeito.

    O terceiro dia foi terrível. Passei cinco dias sem pode me mexer direito ou conseguir dar banho no Lorenzo. Foi traumatizante.

    Se tiver um segundo filho, vou tentar o parto normal. Vi mulheres no hospital indo para casa andando dois dias depois do parto. A dor pode ser forte, mas é momentânea.

    - Nayala de Oliveira Sato, de 32 anos, é mãe de Lorenzo, de 15 dias.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Fiquei chocada quando voltei dos EUA para o Brasil."

    Fiquei grávida pela primeira vez quando morava nos Estados Unidos. Lá, a mulher tem um acompanhamento médico voltado para o parto normal.

    Todas as minhas amigas tinham dado à luz assim. Foi como o Andrei nasceu, com 40 semanas e saudável.

    Cinco anos depois, voltei ao Brasil e fiquei chocada. Aqui, todas as minhas amigas tinham feito cesárea.

    Pelo que elas me contaram, acho que os médicos brasileiros dão qualquer motivo para induzir uma mulher a fazer cesárea.

    Sem falar na mãe que marca cesárea para ir para o parto de unha da mão e do pé feitas. Isso é muito estranho.

    Fiquei grávida de novo e, como não tinha plano de saúde nem queria ter meu filho num hospital público, optei por uma clínica particular.

    Na hora do parto, era a única da clínica que faria parto normal. As enfermeiras até vinham me elogiar.

    Tive o Brandon sem anestesia. É algo que qualquer mulher pode suportar. Hoje, nem me lembro direito de como era a dor.

    - Sueli Reis, de 36 anos, é mãe de Andrei, de 9 anos, e Brandon, de 4 anos.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Dei à luz com uma parteira na Holanda."

    Morava há nove anos na Holanda quando engravidei.

    Aqui, não posso dizer ao médico que quero cesárea se isso não for necessário.

    Se correr tudo bem na gravidez você sequer vê o médico durante o parto. Quem cuida de tudo é uma parteira e as enfermeiras.

    A mulher ainda pode escolher ter o bebê em casa, se morar a até meia hora de um hospital.

    Acabei indo para um hospital porque não entrei em trabalho de parto. Quando estava em casa, tentaram induzir o parto, mas não deu certo. Estouraram a bolsa e também não funcionou.

    Só entrei em trabalho de parto quando me deram oxitocina no hospital. Seis horas depois, a Lara nasceu. Em mais duas horas, eu estava liberada para ir para casa.

    É muito diferente do Brasil, onde tudo é motivo para fazer cesárea. Quase aconteceu com a minha irmã.

    Já no final da gravidez, o médico fez um exame para ver se ela já tinha dilatação e começou a dar a entender que a situação não evoluía muito bem e acabaria numa cesárea. Ela teve que brigar para ter um parto natural.

    Fiquei muito agradecida por ter dado à luz na Holanda. Da forma como foi feito, acredito que há um impacto menor para o bebê. É uma experiência mais leve.

    - Rebecca Kloosterman, de 37 anos, é mãe de Lara, de 2 anos.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Fui persuadida a fazer duas cesáreas.”

    Quando eu estava com 40 semanas de gestação, meu médico falou que podíamos esperar pelo parto normal, mas achava improvável àquela altura porque eu não tinha dilatação.

    “Você vai sentir muita dor e ter um trabalho de parto de mais de 20 horas e nada garante que você não terá que fazer uma cesariana”, ele disse. Marcamos a cirurgia.

    Tive meu segundo filho com outro médico, que me explicou que uma mulher que já teve cesárea não pode ter parto normal depois. Ele falou ainda: “Se quiser que nasça comigo, tem que ser no dia 4 de janeiro porque eu vou entrar em férias.”

    Há seis anos, conheci uma enfermeira obstetra nos Estados Unidos e contei minha história. Ela me explicou que, na primeira gestação, podia ter esperado e que ter feito cesárea não me impedia de ter um parto normal.

    Fiquei frustrada. Sei que tomei essas decisões porque não tive apoio dos médicos. Mas até hoje penso: “Será que eu fiz certo de não ter tentado?”

    - Maria Leticia Magalhães, 48 anos, é mãe de Alexandre, de 16 anos, e Helena, de 12 anos.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Fiz parto normal depois de duas cesáreas."

    Minhas duas cesáreas foram recomendadas pelo médico já no final da gravidez. Na primeira, estava com 40 semanas quando o obstetra disse, depois de fazer o ultrassom, que o bebê estava muito grande e já havia mecônio, fezes do feto que mostram que ele está em sofrimento.

    Como não tinha me informado sobre o assunto, nem questionei. Só depois descobri que não existe essa história de bebê grande demais e que não dá para ver mecônio pelo ultrassom.

    Na segunda gravidez, procurei outro médico que dizia fazer parto normal. Com 38 semanas, ele disse que o ultrassom havia indicado que o volume de líquido amniótico estava baixando e não dava para esperar nem mais um dia. Fiquei surpresa e chorei bastante. Fiz minha segunda cesárea.

    Depois fui saber que era possível tentar uma indução do parto.

    Na terceira gravidez, fui no mesmo médico, que já quis marcar a cesárea para a 38ª semana - mais tarde descobri que ele não fazia um parto normal havia três anos. Aquilo me chocou.

    Mais do que passar por um parto normal, queria respeitar a hora em que meu bebê resolvesse nascer. Já havia interferido duas vezes e considerava desnecessário.

    Acho a cesárea válida em situações de risco, mas a mulher deve ter o direito de escolher. Desta vez, pedi a amigas indicações de médicos que tentariam um parto normal depois de duas cesáreas e encontrei uma médica disposta a ajudar.

    Ela explicou os riscos. Fiz um exame no final da gravidez para avaliar a espessura da cicatriz, porque, se estiver fina demais, a chance de ruptura aumenta. O exame me habilitou a tentar o parto normal.

    Entrei em trabalho de parto no limite, com 41 semanas e cinco dias. Não pude tomar anestesia porque, diante do risco de ruptura uterina, eu devia estar consciente para saber se algo estava errado.

    Muitas mulheres têm medo da dor do parto, mas, para mim, ela foi aumentando aos poucos e estava feliz por sentir aquilo. Só doeu muito mesmo depois que a médica estourou a bolsa. Mas, a partir daí, foi muito rápido. Minha terceira filha nasceu 40 minutos depois.

    No final, me senti realizada e muito poderosa. Pensei: “Sou capaz de segurar qualquer barra daqui em diante”.

    - Luanda Fonseca, de 32 anos, é mãe de João, de 5 anos, Irene, de 1 ano e 7 meses e Teresa, de 2 meses.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “A cesárea salvou as nossas vidas.”

    Estava com 42 semanas de gestação e não entrava em trabalho de parto. Fui ao hospital e confirmaram que estava tudo bem comigo e com o bebê, mas não deixaram ir embora por causa do estágio avançado da gravidez. Fui encaminhada para a sala de parto.

    Perguntaram o que eu preferia. Toda mãe sabe que o parto normal é mais saudável para o bebê e que a recuperação da mãe é mais fácil. Optei por isso.

    Fui induzida ao trabalho de parto por medicação. O obstetra estourou a bolsa. Mas fiquei dois dias em trabalho de parto e nada do Gabriel nascer. Acabei fazendo cesárea.

    O médico me disse que eu e o Gabriel corremos um grande risco. Sem a cesárea, teríamos morrido. O Gabriel nasceu com bronquite por causa do trabalho de parto demorado e tem problemas respiratórios até hoje.

    Até hoje me pergunto se ele não teria nascido mais saudável se eu não tivesse forçado a barra para ser parto normal.

    Se um parto diferente do normal é necessário, é preciso fazer. Não temos diploma de medicina para fazer esse tipo de julgamento.

    - Francilene da Silva, 34 anos, é mãe de Gabriel Augusto, 3 anos.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    “Fui forçada a fazer uma cesárea.”

    Queria ter um parto normal, mas fui forçada a uma cesárea desnecessária na minha primeira gravidez, há nove anos.

    Fui colocada no soro quando ainda estava com 39 semanas. Deixaram-me deitada na maca sem poder comer ou beber água, sem nenhum suporte emocional.

    Fiquei assim, com contrações intensas, por 24 horas. Cheguei a seis centímetros de dilatação. Estava disposta a esperar muito mais.

    Só pedia água e comida, mas não me deram. Diziam que, se quisesse comer, deveria fazer a cesárea. Quando não aguentava mais, desisti do parto normal.

    Engravidei de novo no ano passado e dei à luz por parto natural. Isso só foi possível porque escolhi com calma a equipe que me acompanharia.

    Só então descobri quanta violência obstétrica sofri no primeiro parto. Até hoje, tenho traumas daquela experiência. Nenhuma mulher merece passar por isso.

    - Sabrina Abraão, 31 anos, é mãe de Arthur, de 9 anos, e Carolina, de 6 meses.

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Fiz cesárea por necessidade, mas no próximo vou tentar o parto normal"

    Fiquei grávida quando morava em Portugal.

    Lá, incentivam o parto normal, oferecem curso pré-natal com aulas semanais e tiram o nosso medo.

    Ao contrário daqui, onde a falta de informação deixa as mulheres com medo de ter parto normal.

    Minha bolsa rompeu quando completei 40 semanas. Fiquei 16 horas tentando o parto normal, mas não tive dilatação.

    Comecei a ter febre, e os médicos optaram, por motivos de saúde, por uma cesárea.

    Se engravidar novamente, tentarei parto normal novamente, sem dúvidas.

    - Mirella Koch

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Dei à luz em uma casa de parto do SUS"

    Fiz um parto normal em casa de parto do SUS. Sim, isso existe!

    Escolhi, informada e consciente, parir desta forma acompanhada por obstetrizes, sem a presença de médicos e longe do ambiente hospitalar.

    Encaro o nascimento como evento fisiológico que, em gestações normais, de baixo risco, não precisam ser medicalizados.

    - Caroline Barreto

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Tinha receio da cesárea, mas correu tudo bem"

    Engravidei com 33 anos do meu primeiro filho.

    Queria parto normal, porém, ao completar 39 semanas e 3 dias, meu filho estava sem "vontade" de nascer (ainda havia espaço e líquido suficientes para ele).

    Por precaução, optei por cesariana, no intuito de evitar sofrimento para nós.

    Foi um parto tranquilo. No instante em que pensei que a anestesia não estava fazendo efeito, fui informada de que estava sendo suturada.

    Apesar do receio de cesariana, foi tudo bem tranquilo - e meu filho é super saudável.

    - Renata Lima

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Fiz duas cesarianas, mas hoje optaria pelo parto humanizado"

    O que eu posso falar dessa incrível experiência?!

    Fui mãe muito nova, mas foi os melhores momentos da minha vida e me senti poderosa em gerar um ser tão amado e desejado.

    Meus partos foram cesarianas, mas diferentes. O primeiro foi sem dor, já o segundo senti tudo que uma grávida normalmente sente ao dar à luz:, dores, desconforto e muita alegria.

    Mas nos dois a recuperação foi perfeita.

    Ainda assim, hoje optaria pelo parto humanizado.

    - Renata Guimarães

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Fiz cinco partos normais"

    O parto dos meus cinco filhos - Larissa (25), Lucas (20), Lorena (18) , Igor (14), Luis Filipe (12) - foram normais.

    O primeiro foi quando tinha só 16 anos. O último, com 30.

    Os partos foram rápidos, não houve sofrimento.

    A recuperação, maravilhosamente rápida. Em cinco dias, eu já era uma nova mulher, uma mãe ativa e saudável, com vida normal.

    Espero e incentivo minhas duas filhas a terem o prazer de terem partos normais porque é maravilhoso esse contato de mãe e filho.

    - Mary Oliveira

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Fiz duas cesáreas, mas estou em dúvida para meu terceiro parto"

    Tive duas cesáreas. Meu primeiro filho nasceu com 4,28kg. Ele estava sentado e com o cordão umbilical em volta do pescoço.

    O segundo nasceu com 4,25kg. Eu não tinha dilatação e tive problemas nas contrações.

    Em breve, virá o terceiro, na Suécia, onde moro.

    Terei que assinar um documento para responsabilidade por ter 40 anos e ter perdido uma bebê aos cinco meses de gravidez, além de ter um cálculo renal preocupante.

    Espero que meu bebê nasça bem, independentemente da forma com isso aconteça

    - Edelvira Weissglas

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Tive cinco partos normais. Cesárea só em último caso"

    Tive meu primeiro filho no Reino Unido, com direito a duas anestesias.

    Mesmo assim, foi terrível. Sofri por 18 horas.

    Já no Brasil, tive mais 4 partos normais, cada um de um jeito. O terceiro foi o mais tranquilo.

    Só faria cirurgia se fosse caso de risco porque a recuperação é muito pior, fora as cicatrizes.

    - Aline Pedace

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Na Tailândia e em Hong Kong, o parto normal é prioridade"

    Tive meus dois filhos por parto normal.

    O mais velho nasceu na Tailândia e o mais novo, em Hong Kong.

    Em ambos os países, a preferência é pelo parto normal, por acreditar-se que é melhor para o bebê e para a mãe.

    Na Tailândia, a experiência não foi boa. Minha bolsa rompeu às seis da manhã, eu não tinha dilatação suficiente. Induziram o parto, mas não funcionou.

    Às 16h30, meu filho nasceu - e eu desmaiei.

    Em Hong Kong, meu primeiro pedido foi pela anestesia. E o parto foi tranquilo.

    - Mariza Moreira

  • Mulheres contam como foi seu parto (BBC)

    "Fiz quatro cesarianas"

    Meus quatro filhos nasceram de cesariana.

    Aos 46 anos e feliz com meu corpo, me pergunto se minha sexualidade seria a mesma, depois de quatro partos normais, de bebês grandes, como os meus.

    Penso que não existe uma forma de parto melhor do que a outra.

    Depende de cada gestação e das condições da mãe e do bebê quando chega a hora do nascimento.

    Minha filha mais velha se casou no ano passado e terá todo o meu apoio para o tipo de parto que escolher, seja qual for.

    - Mônica Bigio

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