Mais de 300 desaparecidos após naufrágio de balsa na Coreia do Sul

  • 16 abril 2014

Ao menos duas pessoas morreram e mais de 300 estão desaparecidas depois que uma balsa com 476 passageiros afundou nesta quarta-feira na Coreia do Sul.

Até agora, 164 pessoas foram resgatadas em uma mega operação que envolve 34 barcos e 18 helicópteros.

A balsa, com capacidade para 900 passageiros, transportava em sua maioria estudantes.

Eles seguiam do porto de Incheon, no noroeste do país, para uma excursão na ilha turística de Jeju, no sul.

Segundo agências de notícias locais, a embarcação emitiu um pedido de socorro por volta das 9h locais (21h no horário de Brasília) quando estava a 20 quilômetros da ilha de Byungpoong.

O corpo de uma mulher, membro da tripulação, foi retirado da balsa e a outra vítima teria morrido após ser resgatada.

Pancada

Balsa com 476 a bordo, a maioria estudantes, afundou quando seguia para ilha no sul do país

Ainda não se sabe a causa do acidente, mas alguns passageiros relataram ter ouvido um grande impacto antes de a balsa virar e afundar.

"Nós ouvimos uma grande pancada e o barco parou", contou um passageiro ao canal de TV YTN.

"A balsa começou a virar e tivemos que nos segurar para conseguir ficar sentados", acrescentou.

Outro passageiro disse que a balsa sacudia enquanto virava e que pessoas caíam umas por cima das outras.

A guarda costeira informou que as condições climáticas eram boas no local do naufrágio.

Imagens divulgadas pela televisão local mostram a balsa adernada com apenas uma parte do casco visível.

Em outras imagens era possível ver equipes de resgate se equilibrando sobre o casco e puxando estudantes pelas janelas das cabines.

Alguns estudantes relataram ter visto seus colegas pulando na água para se salvar. Muitos deles acabaram resgatados por embarcações comerciais que passavam pelo local.

Uma estudante conversou com jornalistas sul-coreanos por telefone enquanto era resgatada.

Ela contou que estava sentindo o barco virar e que tinha recebido a orientação para não se mexer porque poderia ser perigoso.

"Não sei muito bem o que está acontecendo, mas fiquei sabendo que meus amigos não conseguiram escapar porque a passagem estava bloqueada pela água".

Dezenas de pais estão aglomerados em uma escola em Incheon, ávidos por notícias, informou a correspondente da BBC em Seul, Lucy Williamson.

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