Balsa sul-coreana teria desviado de rota; 'estou envergonhado', diz capitão

Image caption Segundo os dados mais recentes, 179 pessoas foram resgatadas e 287 pessoas ainda estão desaparecidas

Enquanto continuam as buscas por ao menos 280 passageiros desaparecidos do naufrágio, na manhã de quarta-feira, de uma balsa perto de um grupo de ilhas na Coreia do Sul, começam a surgir hipóteses sobre as causas da tragédia.

A embarcação, com 475 pessoas a bordo, navegava do porto de Incheon, no noroeste do país, à ilha de Jeju, mais ao sul.

Segundo alguns veículos de informação da Coreia do Sul, a balsa teria desviado de sua rota. Parentes de passageiros questionam o papel do capitão, que está sendo interrogado pela polícia, no ocorrido.

Ainda não se sabe o que teria feito a balsa se inclinar subitamente e virar, deixando apenas parte do casco visível sobre a água, mas alguns especialistas sugerem que o navio pode ter atingido um obstáculo submerso.

Imagens na televisão mostram o capitão, Lee Joon-seok, com o rosto escondido por um capuz, dizendo: "Eu realmente sinto muito e estou profundamente envergonhado. Não sei o que dizer".

A agência de notícias sul-coreana Yonhap disse que entre os nove mortos confirmados até agora estão quatro estudantes de 17 anos, um professor de 25 anos e uma integrante da tripulação de 22 anos.

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Segundo os dados mais recentes, 179 pessoas foram resgatadas e 287 ainda estão desaparecidas. Os números divulgados têm sido alterados diversas vezes, provocando duras críticas às autoridades sul-coreanas.

500 mergulhadores

O mau tempo, a água turva e as fortes correntes continuam dificultando a busca por sobreviventes.

A presidente do país, Park Geun-hye, visitou o local dos trabalhos de resgate e disse que cada minuto era "crítico".

Mergulhadores militares também enfrentaram fortes ventos e ondas em busca de sobreviventes dentro da balsa naufragada.

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Três mergulhadores, por sua vez, tiveram que ser resgatados por um barco pesqueiro.

Ao todo, 500 mergulhadores, 169 barcos e 29 aviões participam das buscas.

Pais e familiares de desaparecidos, reunidos em um ginásio na ilha de Jindo, cobram mais empenho das autoridades.

"Tirem meu filho desse navio! Morto ou vivo", gritava repetidamente um pai desesperado em direção às equipes de resgate.

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