Síria ainda tem armas químicas, diz enviada internacional

Sigrid Kaag | Foto: AP Direito de imagem AP
Image caption Enviada diz que ONU se preocupa com relatos recentes de uso de gás cloro como arma pelo governo sírio

A chefe da força-tarefa encarregada de eliminar as armas químicas da Síria diz que Damasco ainda detém cerca de 7,5% o seu estoque de armas de 1.300 toneladas.

A enviada da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês), Sigrid Kaag, pediu que o governo sírio obedeça o prazo para retirar todo o arsenal do país "o mais próximo possível" do prazo original, que vence neste domingo.

Todas as armas químicas da Síria deve ser destruída até o dia 30 de junho.

O acordo urdido pela Rússia e pelos Estados Unidos para eliminar o arsenal sírio foi feito no ano passado depois que centenas de pessoas morreram em um ataque de gás sarin nos arredores de Damasco.

A missão multinacional para acabar com as armas é supervisionada pelo Conselho de Segurança da ONU, além da OPCW.

"A maior parte do material de armas químicas foi removida, mas ainda não foi destruída e isso deve acontecer até o prazo de 30 de junho", disse Kaag à BBC.

"Por isso é tão importante retirar o resto do material que ainda está em um local específico."

Ela afirmou também que a ONU está preocupada depois de relatos recentes de que as forças sírias teriam usado gás cloro, que é extremamente tóxico, como arma. Damasco negou as acusações.

O cloro não havia sido incluindo no acordo que, que acredita-se ter evitado uma ação militar dos Estados Unidos contra o governo sírio.

A maior parte das substâncias usadas como armas químicas na Síria existem como materiais separados que só criam os agentes tóxicos letais quando são misturados, segundo a OPCW.

Kaag afirmou ainda que locais onde ataques de armas químicas eram produzidos, preparados e lançados foram destruídos.

"O que resta são elementos de uma arma química, mas o programa de armas químicas da Síria, de acordo com a declaração da OPCW sob a Convenção de Armas Químicas, já não existe", disse.

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