Em meio a onda de tensão, morte de jovem leva a mais protestos no Rio

Carros queimados em protestos nos últimos dias no Rio (AP) Direito de imagem AP
Image caption Carros queimados em protestos nos últimos dias no Rio

Cinco ônibus foram incendiados na Favela do Morro do Chapadão, no norte do Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira, pouco após a morte de um adolescente de 17 anos ser confirmada.

Segundo a PM, o jovem, morto durante operação policial na região, teria sido encontrado dentro de um carro roubado e com ele teriam sido encontrados uma pistola 9 mm e um rádio transmissor.

Ainda no início da noite, após a confirmação da morte, cerca de 20 moradores desceram da comunidade e incendiaram os ônibus. O comércio local foi fechado e houve interrupções no trânsito.

Em outro incidente, a PM confirmou que por volta das 20h moradores do Complexo da Maré tentaram fechar a Linha Vermelha, mas foram impedidos.

Tensão e protestos

Os protestos na Pavuna são os mais recentes na onda de tensão vivida na cidade, a 45 dias do início da Copa do Mundo.

Outras manifestações ocorreram nesta segunda-feira e no domingo à noite após a confirmação da morte de Arlinda Bezerra das Chagas, de 72 anos, no Complexo do Alemão, durante outro tiroteio entre policiais e traficantes.

Os protestos continuaram nesta noite, quando dois ônibus foram incendiados em um dos acessos ao Complexo do Alemão e uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) foi invadida e depredada.

A tensão ocorre poucos dias após a morte do dançarino DG, da TV Globo, na favela Pavão-Pavãozinho, que motivou protestos e confrontos nas ruas de Copacabana.

Notícias relacionadas