Líder político irlandês é preso por ligação com assassinato

  • 30 abril 2014
Gerry Adams (AFP/Getty) Direito de imagem AFP Getty
Image caption Antes de se entregar à polícia, Gerry Adams refutou acusações e declarou-se inocente.

O líder do partido Sinn Féin, Gerry Adams, de 65 anos, foi preso na Irlanda do Norte por ter, segundo a polícia, ligação com o assassinato de Jean McConville em 1972.

Adams entregou-se às autoridades na noite de quarta-feira, mas antes declarou ser inocente: "Alegações maliciosas foram feitas contra mim. Nego toda elas".

Jean McConville tinha 37 anos quando foi sequestrada em sua casa e assassinada pelo movimento separatista IRA. Seu corpo foi encontrado em 2003.

Considerada um dos "Desaparecidos da Irlanda do Norte", McConville havia sido acusada de ser uma informante, algo que foi provado ser inverídico por uma investigação da polícia da Irlanda do Norte.

O grupo de "desaparecidos" consiste em 16 pessoas sequestradas e executadas por republicanos nos conflitos ocorridos no país no fim do século passado.

O IRA admitiu ser responsável pelo desparecimento de nove delas. Até hoje, sete não foram encontradas.

No caso de McConville e sua relação com Adams, o Sinn Féin afirmou: "No mês passado, Gerry Adams disse estar disponível para se encontrar com a polícia sobre o caso. Esse encontro está ocorrendo nesta noite."

Membros do partido criticaram, porém, o momento em que ocorre a prião - dias antes da realização de eleições locais.

No mês passado, um outro membro do partido, Ivor Bell, de 77 anos - um dos líderes do IRA nos anos 1970 - foi acusado de estar envolvido no assassinato com base numa entrevista concedida por ele a pesquisadores do Boston College, nos Estados Unidos.

Outras prisões relacionadas ao caso ocorreram recentemente.

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