Americano é solto após ser mandado à prisão com 13 anos de atraso

Cornealious "Mike" Anderson sai de tribunal com a mulher e a filha (foto: AP) Direito de imagem AP
Image caption Funcionário da Justiça percebeu que condenado nunca tinha sido preso quando sentença chegava ao fim

Um americano, que as autoridades esqueceram de enviar à prisão durante 13 anos, foi libertado depois de passar 10 meses atrás das grades.

Cornealious "Mike" Anderson foi sentenciado em 2000 pelo crime de roubo, mas só foi enviado à prisão em julho do ano passado, por conta de um erro burocrático do departamento prisional local, que não o enviou a ordem de prisão.

Nesse período, ele se casou duas vezes, teve filhos e iniciou diversos negócios.

Ele disse não ter tentado esconder sua identidade das autoridades - e até as teria lembrado sobre a sentença.

Anderson disse que estava "muito feliz" após ser libertado na segunda-feira.

"Sempre tive fé em Deus, sou apenas grato, grato a Deus por tudo."

A juíza Terry Lynn Brown elogiou o comportamento de Anderson desde a condenação, alegando que não haveria propósito em mantê-lo preso.

"Você tem sido um bom pai. Você tem sido um bom marido. Você tem sido um bom cidadão contribuinte do Estado do Missouri", ela afirmou. "Isso me faz acreditar que você é um bom homem, um homem mudado."

A Justiça considerou o impacto que a prisão teria em sua nova família, assim como sua conduta desde o roubo de 1999.

Ordem de prisão

Anderson tinha 22 anos na época do roubo e não tinha antecedentes criminais sérios até então.

Ele foi instruído a aguardar uma ordem definindo a qual prisão deveria se apresentar, mas o papel nunca chegou a suas mãos.

Em julho do ano passado, quando sua sentença deveria terminar, um funcionário do Departamento de Correções do Missouri percebeu que o réu nunca havia sido mandado para a prisão.

Uma equipe policial foi então enviada sem aviso prévio para prendê-lo. Passado tanto tempo, Anderson já havia se casado, divorciado, casado novamente, tido três filhos e se tornado voluntário em uma igreja e um time de futebol.

Anderson disse que nesse período renovou sua carteira de motorista e seu título eleitoral sem esconder seu nome.

Uma petição de internet em favor de sua libertação reuniu 35 mil assinaturas.

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