Atirador mata três pessoas em museu judaico da Bélgica

Reuters Direito de imagem BBC World Service
Image caption Ataque ocorreu na tarde deste sábado no centro de Bruxelas

Um atirador matou dois homens e uma mulher no Museu Judaico de Bruxelas, capital da Bélgica. Uma quarta pessoa ficou gravemente ferida.

O atirador chegou em um carro em frente ao museu, saiu do veículo com uma mochila e fez os disparos logo na entrada.

Segundo a imprensa belga, o homem voltou ao carro e fugiu em alta velocidade.

A porta-voz da procuradoria-geral da Bélgica, Ine Van Wymersch, afirmou em uma entrevista coletiva que um suspeito tinha sido detido, mas ainda não havia provas de envolvimento deste homem com o incidente no museu. Um segundo suspeito ainda está sendo procurado.

As autoridades do país anunciaram o aumento das medidas de segurança em locais ligados à cultura judaica em toda a Bélgica, como sinagogas.

O primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, afirmou que o governo está fazendo de tudo para prender o responsável pelo ataque.

O premiê disse a jornalistas que todos os belgas estão "unidos em uma demonstração de solidariedade frente a este ataque odioso contra um local cultural judaico".

Rajadas

O ministro do Exterior do país, Didier Reynders, foi uma das primeiras pessoas a chegar no local dos tiros e afirmou que ficou chocado pela violência.

"Ouvi rajadas de tiros e vi os corpos no chão", disse.

O prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, disse que três homens e uma mulher foram atingidos pelos tiros do que provavelmente foi um "ato terrorista".

"Claramente é algo muito sério e no Museu Judaico, o que não é coincidência", disse.

A ministra do Interior belga, Joelle Milquet afirmou que tudo aponta para um ataque anti-semita.

A Bélgica tem uma população de cerca de 42 mil judeus e cerca de metade deles vivem na capital.

O líder da comunidade judaica, Julien Klener, também afirma que a motivação para os tiros pode ter sido anti-semita.

"O pressuposto, e é um pressuposto, é que (o responsável pelo ataque é) alguém que não tinha o museu como alvo, mas o adjetivo 'judeu'", disse.