Felipão cobra time e pede volta de padrão já em amistoso; Ramires joga

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Image caption Felipão fez balanço dos preparativos e cobrou mais intensidade do time

A seleção brasileira realizou nesta segunda-feira o único treino aberto ao público na preparação para a Copa do Mundo, e o técnico Luiz Felipe Scolari voltou a cobrar mais intensidade do time.

Felipão comandou um treino técnico diante de 20 mil pessoas no estádio Serra Dourada, em Goiânia, e definiu o time titular que enfrentará o Panamá na terça-feira, às 16h, no mesmo local. Porém, ao fazer um balanço do trabalho, o treinador fez novas cobranças.

"Tudo que foi planejado pelos departamentos médico e físico foi executado. O que não foi estabelecido é que treinássemos daquela forma, com marcação frouxa, com espaço para o contra-ataque, com um posicionamento que não é o nosso desde o amistoso contra a Inglaterra há um ano", disse o técnico campeão do mundo em 2002.

"Minha função é lembrar a todos que podemos já ter um posicionamento melhor contra o Panamá”.

Na conversa com os jornalistas, Felipão ainda indicou dar mais importância ao duelo contra a Sérvia, na sexta-feira, no Morumbi.

Segundo ele, o jogo diante do Panamá serve para observar se o time está evoluindo ou se precisará de muitos ajustes, enquanto o encontro com os sérvios, a seis dias da estreia na Copa, já precisará "mostrar mais regularidade".

O elenco para o duelo contra o Panamá terá 20 atletas, já que os titulares Thiago Silva e Paulinho e o reserva Fernandinho ficaram no Rio de Janeiro, poupados com dores musculares. Felipão garantiu que usará as seis substituições que tem direito durante a partida.

E a definição da véspera foi por Ramires no time titular, depois de Hernanes ser o mais cotado nos treinamentos na Granja Comary.

"Já disse que gosto do Ramires também em outra posição, compondo o quarto homem pelo lado direito, então para os outros jogos a gente vai observar bem. O Ramires disputa uma posição em dois ou três lugares no campo, e amanhã ele vai trabalhar como segundo jogador de meio", colocou o comandante.

Assim, Dante ocupa a vaga do capitão Thiago Silva e a seleção brasileira vai a campo com Júlio César; Daniel Alves, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Ramires e Oscar; Hulk, Neymar e Fred.

Bola parada

Durante a entrevista, Felipão foi claro ao falar sobre os batedores de faltas e pênaltis, reforçando que a hierarquia precisa ser bem definida no vestiário.

"Para faltas de perto a gente tem o Neymar; um pouco mais longe, tenho o David e o Daniel; com o William jogando, tem mais um; o Marcelo chuta bem também, e faltas mais longas temos de ver no treinamento".

"Nos pênaltis: Neymar, Fred, Marcelo e David Luiz, mas isso muitas vezes muda", finalizou, lembrando inclusive que na final do Mundial Interclubes de 1995, quando dirigia o Grêmio e foi derrotado pelo Ajax-HOL, o melhor cobrador do time, Arce, abriu a disputa por pênaltis desperdiçando a cobrança.

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