Após sufoco do Brasil, Argentina ressalta 'jogo mental' contra Suíça

Treino da seleção argentina Direito de imagem AFP
Image caption Messi, na foto entre Palacios e Higuaín, marcou quatro gols na primeira fase da Copa do Mundo

Diante do sofrimento dos outros favoritos nos jogos das oitavas de final, o técnico da Argentina, Alejandro Sabella, fez questão de ressaltar o lado emocional da partida eliminatória contra a Suíça nesta terça-feira, às 13h, em São Paulo.

"Além da técnica, quando a gente fala em futebol de alto nível em uma competição como essa, o equilíbrio é fundamental, vital", disse Sabella. "Obviamente ainda há a parte tática, técnica, mas acho que a física e o estado mental são fundamentais. Estava vendo Brasil x Chile e se falou muito da parte emocional, que é importante neste momento."

Se o argentino citou a tensão na partida que deu a classificação ao Brasil, pode também tomar como base as vitórias de Holanda, França e Alemanha. Todas foram disputadas contra adversários considerados tecnicamente mais fracos, mas terminaram sendo jogos complicados e decididos apenas no final.

"Alguém já disse que um grama de neurônio pesa mais que um quilo de músculo", completou Sabella na véspera do jogo.

O grande desfalque dos argentinos é Aguero, que sofreu lesão muscular e por pouco não foi cortado do grupo. A tendência é que jogue Lavezzi.

Bélgica x EUA

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Image caption Torcida da Bélgica espera ainda mais da atual geração, que já venceu três partidas

O adversário de Argentina ou Suíça nas quartas de final sai do jogo que fecha as oitavas: Bélgica x EUA, às 17h, em Salvador.

Para os belgas, o jogo é encarado como o primeiro grande teste do time que passou com 100% de aproveitamento na fase de grupos, mas não conseguiu mostrar grande futebol mesmo diante de equipes sem tradição em Copas.

"Uma nova Copa começa agora, queremos chegar até as quartas e fazer um ótimo jogo. Se não nos classificarmos, será, sim, considerado um fracasso", disse o meia Witsel.

Já a seleção dos Estados Unidos sobreviveu a um grupo complicado, com Alemanha, Portugal e Gana, e agora busca voltar a ficar entre os oito melhores do mundo depois de parar nas oitavas em 2010.

"Passamos por um grupo muito difícil e estamos famintos por resultados. Temos muito respeito, mas não temos medo dos belgas. O céu é o limite, e queremos um desafio após o outro", afirmou o técnico dos EUA, Jurgen Klinsmann.

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