Ofensiva de Israel em Gaza já matou 300, dizem autoridades

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Image caption Israel diz que ofensiva terrestre em Gaza tem o objetivo de destruir a rede de túneis do Hamas

O número de mortos da ofensiva israelense na Faixa de Gaza passou de 300, segundo autoridades, em meio a uma escalada na operação terrestre de Israel e no lançamento de foguetes por militantes palestinos.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visitará a região para ajudar nos esforços de mediação.

Israel lançou uma ofensiva terrestre na quinta-feira após 10 dias de ataques aéreos. O governo israelense diz que o objetivo é destruir a rede de túneis do Hamas e impedir os ataques de foguetes de militantes palestinos contra seu território.

Mais de 300 palestinos, a maioria civis, morreram desde o início do atual conflito, de acordo com autoridades em Gaza. Um soldado israelense e dois civis morreram.

Os ataques israelenses mataram neste sábado 15 pessoas, entre elas uma família de oito pessoas. Mais cedo, um ataque aéreo perto de uma mesquita na cidade de Khan Younis, ao sul, matou sete pessoas.

Relatos disseram que moradores do campo de refugiados de al-Bureij, na região central de Gaza, receberam alertas por telefone do Exército de Israel para que deixassem a área antes de uma operação militar.

Autoridades da ONU disseram que mais de 50 mil palestinos buscaram abrigo devido aos ataques.

Em Israel, um foguete atingiu um acampamento beduíno, matando um homem, disse a polícia. Outros mísseis atingiram o sul israelense, segundo relatos.

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Image caption Mais de 50 mil palestinos buscaram abrigo em Gaza, segundo a ONU
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Image caption Militantes palestinos continuam disparando foguetes de Gaza contra Israel, apesar de ofensiva terrestre

O Exército israelense disse ter matado um militante palestino após ele ter entrado em Israel através de um túnel sob a fronteira com Gaza. Os militares disseram que ele estava entre os diversos militantes armados com metralhadoras que planejavam um ataque a uma comunidade israelense.

Uma patrulha israelense evitou o ataque, forçando os militantes a voltarem para Gaza. Dois soldados ficaram feridos no incidente, disse o Exército.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira estar "profundamente preocupado" com as mortes de civis no conflito.

Obama conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e reiterou seu apoio ao direito de defesa Israel contra militantes palestinos, mas alertou contra uma escalada da violência em Gaza.

"Nenhum país deve aceitar foguetes disparados em seu território", disse Obama, que pediu ao Exército israelense que conduza suas operações "de maneira a minimizar as vitimas civis".

Netanyahu alertou para uma "expansão significativa" da ofensiva e o Hamas, grupo palestino que controla Gaza, disse que Israel irá "pagar um alto preço" pela invasão do território.

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