Israel diz que ataques continuarão até destruir túneis do Hamas

Soldado em túnel que, segundo Israel, foi construído pelo Hamas Direito de imagem Reuters

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que não vai parar a ofensiva em Gaza até que todos os túneis construídos pelo Hamas para atacar Israel sejam destruídos.

Apesar do alto contingente de mortos nos ataques - quase 1.400 mil do lado palestino, a maioria civis -, o premiê disse que Israel está determinado a destruir os túneis "com ou sem cessar-fogo".

"Já neutralizamos vários túneis do terror, e estamos determinados a completar esta missão com ou sem cessar-fogo", declarou o premiê israelense. "Portanto, não vou concordar com nenhuma proposta que não permita às Forças Armadas israelenses concluir esta importante tarefa, pelo bem da segurança de Israel."

Israel diz que já identificou 32 túneis, segundo eles, construídos pelo Hamas. Na quarta-feira, um porta-voz do Exército, Sami Turgeman, disse que a destruição dos túneis estaria completa "dentro de alguns dias".

Nesta quinta-feira, no entanto, Israel anunciou a convocação de 16 mil reservistas para reforçar o contingente de suas forças militares - aumentando o total de convocados para 86 mil.

Nesta semana, Netanyahu já havia afirmado que previa um "longo conflito" pela frente.

As Forças Armadas do país deram início a uma operação terrestre para destruir os túneis no dia 17 de julho. O país insiste que qualquer acordo de cessar-fogo inclua o direito de continuar esta tarefa.

Desde o início da operação Margem Protetora, no dia 8 de julho, 1.360 palestinos morreram - a maioria civis.

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Image caption Premiê disse que túneis serão destruídos 'com ou sem cessar-fogo'

Do lado israelense, morreram 56 soldados e dois civis. Um trabalhador tailandês em Israel também foi morto.

Segundo a ONU, 425 mil pessoas em Gaza tiveram de deixar suas casas por causa da operação.

A organização diz que está amparando 225 mil palestinos em 86 abrigos ao longo da Faixa de Gaza. Acredita-se que cerca de 200 mil estejam na casa de amigos e parentes.

O número total de desabrigados e desalojados chega a um quarto da população da Faixa de Gaza (1,7 milhão).

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Image caption Palestino ferido recebe atendimento em hospital na Faixa de Gaza

A operação Margem Protetora tinha como foco, no início, diminuir a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra Israel, mas foi expandida para eliminar a ameaça dos túneis.

Integrantes do Hamas já efetuaram diversos ataques a partir dos túneis, matando soldados israelenses.

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