Irlanda testa possível caso de ebola no país

  • 21 agosto 2014
Paramédicos na Alemanha em treinamento para lidar com o ebola (Reuters)
Epidemia já deixou mais de 1,3 mil mortos; acima, médicos em treinamento contra o ebola

A Irlanda está investigando um possível caso de ebola no país, de um homem morto cujo corpo chegou recentemente de Serra Leoa, no oeste da África - onde há uma epidemia do vírus.

Acredita-se que a morte tenha ocorrido há poucos dias, com sintomas semelhantes aos do ebola. O corpo do homem foi levado ao Hospital Geral de Letterkenny, no condado de Donegal, nesta quinta-feira.

O Serviço Irlandês de Saúde informou que estão sendo realizados testes para determinar se houve contaminação pelo ebola. Os resultados são aguardados para sexta-feira.

"O departamento de saúde pública foi informado hoje (quinta) dos restos mortais de um indivíduo, que havia viajado recentemente para uma das áreas na África afetadas pela atual epidemia de ebola", diz o órgão, acrescentando que o corpo foi isolado para minimizar as possibilidades de contaminação.

"Amostras de sangue foram enviadas ao laboratório para confirmar se esse indivíduo havia ou não contraído o ebola."

Darina O'Flanagan, chefe do centro de proteção à saúde do Serviço, disse que, em geral, "o risco de contrair o vírus do ebola é muito baixo - envolveria contato pessoal próximo com o indivíduo infectado ou seus fluidos corporais".

Curado

Também nesta quinta, um trabalhador humanitário americano se recuperou de uma infecção do ebola e recebeu, com um outro paciente, alta do hospital onde estava internado, em Atlanta, nos EUA.

Kent Brantly (dir) recebeu alta hospitalar, por ter se recuperado de uma infecção do ebola

Kent Brantly, que é médico e atuava em uma organização samaritana na África, e Nancy Writebol, haviam sido levados aos EUA para tratamento, três semanas atrás, após ter contraído o vírus na Libéria.

Brantly diz estar "feliz por estar vivo" e afirmou que o dia de sua alta hospitalar foi "milagroso".

Bruce Ribner, infectologista que tratou Brantly, disse que, após testes rigorosos, o paciente se recuperou e "pode voltar ao convívio de sua família e de sua comunidade sem preocupações quanto à saúde pública".

O marido de Nancy, a outra paciente, disse em comunicado que ela está livre do vírus, mas bastante fragilizada pela doença.

A epidemia de ebola já matou mais de 1,3 mil pessoas no oeste africano, com uma taxa de mortalidade entre 50% e 60%.

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