Educação: o que candidatos à Presidência propõem?

  • 26 agosto 2014
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A BBC Brasil dá início nesta semana a uma extensa cobertura das eleições 2014. Educação, o primeiro tema, é um dos considerados cruciais para o futuro do país. O que dizem e pensam, afinal, os três candidatos à Presidência da República que lideram as pesquisas de intenções de votos?

Ao longo da semana, a BBC Brasil trará uma série de reportagens produzidas no país e no exterior sobre um dos assuntos mais debatidos por pais, alunos e mestres quando se fala de educação: a violência contra professores.

Os seguidores da BBC Brasil nas redes sociais - Facebook, Twitter e Google+ - têm a oportunidade de enviar perguntas e questionamentos sobre o tema, as mais relevantes serão levadas aos candidatos ou suas campanhas, e as respostas serão publicadas no final desta semana.

Por enquanto, levantamos as principais propostas para a educação apresentadas nos sites das candidaturas de Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e Pastor Everaldo.

Dilma Rousseff (PT)

O programa da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, fala em "transformar a qualidade do ensino", depois de "um período de democratização do acesso a todos os níveis" de educação. Também considera a educação a base "do novo ciclo de desenvolvimento proposto para o segundo mandato".

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Entre as promessas de Dilma, estão universalizar a educação de crianças de 4 e 5 anos até 2016, com mais creches; ampliar a rede de educação em tempo integral até que esta atinja 20% da rede pública até 2018; conceder mais 100 mil bolsas do Programa Ciência Sem Fronteiras entre 2015 e 2018; "valorizar o professor com melhores salários e melhor formação" e criar mais 12 milhões de vagas para cursos técnicos até 2015, no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico).

Aécio Neves (PSDB)

Aécio Neves (PSDB) diz, em seu programa, que "o grande desafio do país nos próximos anos será garantir a qualidade da educação".

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O candidato promete participação da União na remuneração de professores da educação básica; erradicação do analfabetismo; incentivos para melhorar formação, carreira e remuneração dos professores; wi-fi e outras melhorias de infraestrutura para todas as escolas; escola de tempo integral e progressiva eliminação do ensino noturno para jovens que não trabalham; apoio aos municípios para garantir a universalização da pré-escola até 2016; e implantação da Escola Jovem, "com modelos mais leves, flexíveis e diversificados (de aulas) no ensino médio, permitindo aos estudantes escolher as áreas em que vão se aprofundar".

Marina Silva (PSB)

Marina Silva (PSB), cujo programa de governo será apresentado oficialmente na sexta-feira, diz em suas diretrizes que "os enormes avanços em relação ao acesso à escola e à estruturação da gestão educacional nos estados e municípios não se refletiram em resultados de qualidade".

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Essas mesmas diretrizes listam como propostas erradicar o analfabetismo absoluto e avançar na superação no analfabetismo funcional, universalizar o acesso à educação de qualidade para todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos, para estabelecer um fluxo escolar e índices de aprendizado adequados e na idade correta, estimular cursos profissionalizantes consoantes com a atualidade contemporânea e estimular o acesso e permanência no ensino superior, valorização de professores e demais profissionais da educação, "apoiados em planos de carreira, salários e formação inicial e continuada que responda aos desafios da sala de aula".

Pastor Everaldo (PSC)

O programa de governo do Pastor Everaldo (PSC) prevê a adoção de mecanismos de eficiência no sistema público, com um plano de metas "de forma que as melhores escolas e os melhores professores sejam premiados financeiramente".

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O plano prevê o cumprimento da exigência constitucional de investimento mínimo de 18% do orçamento federal em educação; expansão do modelo do Prouni - que concede bolsas de estudo a estudantes em instituições privadas de nível superior - ao ensino técnico, médio, fundamental e infantil; "desburocratização do processo de abertura de escolas, de cursos e do número de vagas em instituições de ensino privados"; incentivo ao ensino técnico profissionalizante; ênfase mas matérias de matemática e língua portuguesa nos ensinos médio e fundamental, e aproximação das universidades com núcleos de produção.

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