Fifa pede que relógios presenteados por CBF sejam devolvidos

Crédito: Parmigiani Fleurier/Divulgação Direito de imagem Parmigiani Fleurier
Image caption Objeto, avaliado em cerca de R$ 60 mil, foi distribuído entre funcionários da entidade e cartolas durante a Copa

A Fifa pediu nesta quinta-feira que seus funcionários devolvam os relógios avaliados em 16 mil libras (cerca de R$ 60 mil) que receberam da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Caso contrário, correm risco de sofrer medidas disciplinares.

Os relógios comemorativos foram dados por um dos patrocinadores da CBF a várias pessoas na Copa do Mundo, incluindo 28 membros do Comitê Executivo da Fifa.

O vice-presidente da entidade, Jim Boyce, disse que achou o objeto em uma sacola com suvenires e vai devolvê-lo.

Alguns funcionários da Fifa já haviam devolvido os relógios ao comitê de ética da entidade.

Por meio de um comunicado, o órgão da Fifa afirmou que a "CBF não deveria ter oferecido os relógios, e aqueles que receberam as sacolas com suvenires deveriam ter checado imediatamente se os itens dentro delas eram apropriados. Ao acharem os relógios, essas pessoas deveriam tê-los devolvido ou relatado o problema [ao comitê de ética]."

"O código de ética da Fifa proíbe expressamente tais presentes. Funcionários não devem oferecer ou aceitar presentes que possuem mais do que um valor "simbólico ou trivial".

O comitê de ética, presidido pelo ex-promotor de Nova York Michael J Garcia, alega que a CBF distribuiu 65 sacolas com suvenires, cada uma contendo um relógio da marca suíça Parmigiani Fleurier, para um grupo que incluía desde funcionários do comitê executivo da Fifa, um representante de cada uma das 32 confederações nacionais de futebol participantes da Copa do Mundo e integrantes de entidades futebolísticas sul-americanas.

A CBF alega que havia comprado cada relógio por 5,3 mil libras (R$ 20,5 mil), mas, segundo uma avaliação independente conduzida pelo comitê de ética da Fifa, o valor de mercado do objeto era de 25 mil francos suíços (16 mil libras, R$ 63 mil).

O Comitê disse que não punirá funcionários que devolverem os relógios até o dia 24 de outubro.

Em 2012, a Fifa implementou um novo código de ética em resposta às acusações de suborno relacionadas ao processo de escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022.

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