Campanha em Moscou troca camisetas 'ocidentais' por 'patrióticas'

Ativistas usam camisetas pró-Krenmlin (foto: Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Ativistas estimulam russos a trocar camisetas ocidentais por outras 'patrióticas'

Um grupo de ativistas de Moscou lançou uma campanha para distribuir camisetas com mensagens patrióticas.

Em um momento de agudo distanciamento entre a Rússia e as potências do Ocidente devido à crise na Ucrânia, muitas das 30 mil camisetas confeccionadas pelo grupo levam mensagens antiocidentais.

Uma delas diz em russo, por exemplo, "nós conseguimos nos divertir sem sua Coca-Cola".

O grupo faz propaganda em locais públicos da capital russa. As ações visam a estimular que as pessoas que usam camisetas com símbolos ou bandeiras ocidentais as troquem por uma camiseta "patriótica".

"Está claro que a situação das sanções é difícil e desagradável para nós. Mas há um espírito de comunidade na Rússia. Queremos que todos sorriam e digam: 'Não se preocupe, pois vamos superar isso'".

Segundo o correspondente da BBC em Moscou, Steve Rosenberg, o que parece apenas uma diversão inofensiva é um reflexo de um clima de tensão sério na Rússia, que cada vez mais tenta voltar as costas para o Ocidente.

A tensão entre Moscou e as potências escalou com o conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia. Segundo as Nações Unidas, mais de 3,5 mil pessoas morreram no conflito.

Atualmente vigora na região um cessar-fogo costurado pelo governo de Vladimir Putin.

Mídia russa

No contexto de uma elevação das tensões, tramita no Parlamento russo uma lei que limitaria a 20% o controle de veículos de mídia russos por estrangeiros. Atualmente esse percentual é mais alto.

Partidários da legislação dizem que ela é necessária para fazer frente a uma "guerra de informação" que estaria sendo travada na Rússia.

A maior parte da mídia russa já tem afinidade com o Kremlin, mas críticos da lei dizem que a legislação é uma forma de controlar os últimos veículos independentes.

A legislação ainda deve passar por uma nova votação antes de entrar em vigor.

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