Na ONU, Dilma exalta seu governo e defende histórico ambiental

Dilma Rousseff discursa na Assebleia Geral da ONU (foto: Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Presidente exalta feitos de seu governo e defende aprofundamento do debate sobre a internet

Citando as eleições no Brasil, a presidente Dilma Rousseff exaltou nesta quarta-feira os feitos de seu governo em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York e ressaltou o empenho brasileiro na área ambiental.

A presidente começou sua fala lembrando que o Brasil passa por um processo eleitoral democrático. Disse em seguida que o país conseguiu nos últimos anos reduzir a fome, a desigualdade e a mortalidade infantil e combateu a homofobia, além de destacar as ações de seu governo em favor da transparência e do combate à corrupção.

Mas, um dia após o Brasil se recusar a assinar, na Cúpula do Clima das Nações Unidas, uma carta de intenções que propõe reduzir pela metade a derrubada de florestas no mundo até 2020 e zerar por completo o desmatamento até 2030, a presidente ressaltou que o Brasil está avançando no tema.

Leia mais: Brasil não assina acordo mundial para reduzir desmatamento

Na Assembleia Geral, Dilma voltou a exaltar a agenda sustentável de seu governo e disse ainda que o Brasil reduziu em 79% o desmatamento das florestas nos últimos dez anos.

Quanto às mudanças climáticas, Dilma ressaltou que "o Brasil está empenhado para que a negociação leve a um acordo equilibrado" em nível global.

Ela lembrou que o Brasil tomou a decisão voluntária em 2009 de cortar entre 36% e 39% as emissões de dióxido de carbono até 2020.

Internet

Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país cujo líder discursa na Assembleia Geral das Nações Unidos, aberta anualmente em setembro.

Também no discurso desta quarta-feira, pelo segundo ano consecutivo, a presidente brasileira usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU para defender uma mobilização internacional para melhorar a "governança na internet".

Em 2013, após a revelação de um escândalo da espionagem americana - no qual chefes de Estado, incluindo Dilma, eram monitorados – a presidente propôs o debate sobre o tema em fóruns internacionais.

Ela afirmou que a Assembleia Geral de 2014 deve ser usada para aprofundar a discussão sobre direitos humanos tanto no campo real como virtual.

Também citou a criação do Marco Civil da Internet no Brasil e a realização da reunião sobre governança da internet NetMundial, em São Paulo neste ano.

Dilma Rousseff também afirmou que 2015 será um "ano de inflexão" no qual a comunidade internacional deve promover a paz, o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Ela disse também que "o uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos".

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