Mortos por ebola passam de 3 mil, diz OMS

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As mortes pelo vírus ebola na África ocidental já chegaram a 3.083, segundo as últimas estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os números indicam que mais 6,5 mil pessoas podem estar infectadas nos três países mais afetados da região: Libéria, Guiné e Serra Leoa.

Só na Libéria, 1.830 pessoas já morreram neste último surto do vírus, que começou no início do ano, informou o Ministério da Saúde liberiano. Duas novas áreas na Libéria e na Guiné registraram seu primeiro caso da doença, sublinhou a OMS.

O surto é considerado uma "ameaça à segurança global" pela ONU. Alguns estudos avaliam que o vírus pode contagiar mais de 20 mil pessoas até novembro.

Além dos três países com alto grau de infecção, duas outros - Nigéria e Senegal - já registraram casos isolados.

Quarentena

Em uma tentativa de conter a epidemia de ebola, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, ampliou a quarentena que limita a circulação de pessoas no país.

Com as entradas e saídas nos distritos de Port Loko e Bombali, no norte, e Moyamba, no sul, mais de um terço dos 6,1 milhões de habitantes de Serra Leoa estão impedidos de se movimentar livremente.

Port Loko é onde operam duas das maiores empresas de mineração do país e o bloqueio possivelmente terá efeitos econômicos, afirmam correspondentes.

Em um pronunciamento na televisão, o presidente do país reconheceu que esse bloqueio "gera muitas dificuldades" para as pessoas. "Mas a vida de todos e a sobrevivência do país têm prioridade", defendeu Koroma.

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Image caption Quase 3 mil pessoas já morreram na África com o recente surto do vírus

Segundo a OMS, 605 pessoas morreram em Serra Leoa e 648 morreram na Guiné.

Enquanto a situação em Serra Leoa continua a se deteriorar, com um grande aumento do número de novos casos na capital, Freetown, e distritos vizinhos, a situação na Guiné parece ter se estabilizado.

A OMS alertou que apesar do envio de mais profissionais de saúde e da abertura de novos centros de tratamento nos países mais afetados, ainda há uma carência de 2 mil leitos para tratar pacientes em Serra Leoa e na Libéria.

Ação internacional

Na sexta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou fundos assistenciais no valor de US$ 130 milhões para os três países mais atingidos pelo ebola.

O Banco Mundial anunciou a destinação de mais US$ 170 milhões para o combate ao vírus. A instituição já havia doado US$ 230 milhões com este objetivo.

Segundo o presidente do banco, Jim Yong Kim, uma "reação sem paralelo" é necessária "para prevenir a destruição do continente".

O presidente americano, Barack Obama, disse que o mundo precisa agir mais rapidamente contra este surto do vírus no leste do continente.

"Ainda há uma lacuna muito grande entre onde estamos e onde deveríamos estar", disse Obama durante um encontro na ONU.

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