Com vitórias no RJ e RS, PMDB torna-se partido que governa mais estados

Luiz Fernando Pezão em campanha / Crédito: Fernando Maia Direito de imagem Fernando Maia
Image caption Pezão derrotou Crivella no Rio de Janeiro, um dos estados vitoriosos para o PMDB

O PT ganhou as eleições presidenciais, mas, nos governos estaduais, o partido vencedor foi o PMDB. Com as importantes vitórias no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a legenda do vice de Dilma Rousseff, Michel Temer, irá governar sete estados e é o que mais teve governadores eleitos nesta eleição, roubando o lugar que era do PSDB no último pleito.

Os partidos dos dois candidatos à Presidência – Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) - desse segundo turno são os que vêm logo atrás do PMDB no ranking dos governos estaduais. O PSDB tinha oito estados, perdeu três e agora governará cinco até 2018. O PT ganhou em cinco estados em 2010 e manteve cinco governadores nesta eleição.

Neste domingo, Rio de Janeiro, com Luiz Fernando Pezão, Rio Grande do Sul, com José Ivo Sartori, e Rondônia, com Confúcio Moura, elegeram governadores do PMDB, que se somaram a Alagoas (Renan Filho), Espírito Santo (Paulo Hartung), Tocantins (Marcelo Miranda) e Sergipe (Jackson Barreto).

A disputa mais acirrada para os peemedebistas foi em Rondônia, onde Confúcio Moura foi reeleito vencendo Expedito Júnior, do PSDB, por 53% a 46%. No Rio, o placar foi mais folgado, com a vitória do atual governador, Pezão, por 56% a 44% diante de Marcelo Crivella, do PRB. E, no Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori derrotou com tranquilidade o atual governador Tarso Genro, do PT.

Duas derrotas significativas para o PMDB representaram a queda de famílias tradicionais no poder de Maranhão e Pará. No Estado nordestino, a família Sarney foi derrotada com o candidato apoiado por ela, Lobão Filho perdendo a eleição para Flávio Dino (PC do B), ainda no primeiro turno. Já no Pará, a derrota foi da família Barbalho, com Helder Barbalho perdendo uma disputa acirrada para Simão Jatene (PSDB) por 52% a 48%.

Partidos Governos
PMDB 7 (AL, ES, TO, RJ, RO, RS, SE)
PT 5 (AC, BA, CE, MG, PI)
PSDB 5 (GO, MS, PA, PR, SP)
PSB 3 (DF, PB, PE)
PDT 2 (AP, MT)
PSD 2 (RN, SC)
PC do B 1 (MA)
PP 1 (RR)
PROS 1 (AM)

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PSDB e PT

Partido que até então tinha a maioria dos governos estaduais, o PSDB perdeu três postos – tinha oito governadores e agora ficou com cinco.

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Image caption Geraldo Alckimin foi uma das principais vitórias do PSDB e venceu em São Paulo com folga no primeiro turno

Com relação a eleição de 2010, os tucanos perderam os governos de quatro estados onde detinham o poder – Alagoas, Minhas Gerais, Tocantins e Roraima, sendo duas delas derrotas para o PMDB -, mantiveram o governo de outros quatro – São Paulo (Geraldo Alckimin), Goiás (Marconi Perillo), Pará (Simão Jatene) e Paraná (Beto Richa) – e ganharam um novo para governar – o Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja).

O PT, por sua vez, manteve cinco governos estaduais, o mesmo número que já havia conquistado em 2010. Mas dos cinco que tinha, o partido só conseguiu manter dois – o Acre e a Bahia – e acabou derrotado no Distrito Federal, no Rio Grande do Sul e em Sergipe.

Ainda assim, governadores petistas venceram no Ceará (Camilo Santana), no Piauí (Wellington Dias) e em Minas Gerais (Fernando Pimentel) e garantiram o mesmo número de governos estaduais para o PT.

Derrotados

O grande 'derrotado' das eleições nos governos estaduais foi o PSB, do falecido ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em 2010, quando ainda era da base aliada do PT, conseguiu seis governos estaduais e, desta vez, ganhou apenas três estados.

Em Pernambuco, onde ainda predomina a influência de Eduardo Campos – que governou o estado de 2007 a 2014 -, o candidato do PSB, Paulo Câmara, venceu a eleição com tranquilidade no primeiro turno.

Mas dos seis governos que tinha da eleição de 2010, o PSB só conseguiu manter dois – Pernambuco e Paraíba -, perdendo no Espírito Santo, no Piauí, no Amazonas e no Ceará. No Distrito Federal, o partido conseguiu um novo posto, com Rodrigo Rollemberg sendo eleito em segundo turno.

Outro 'derrotato' da eleição estadual foi o DEM, que ficou sem nenhum estado - em 2010, o partido tinha dois governos, o do Rio Grande do Norte e o de Santa Catarina. Alguns dissidentes do DEM saíram do partido para fundar o PSD em 2011. O novo partido, encabeçado por Gilberto Kassab, ficou com os dois estados que eram do DEM, com Robinson Faria (RN) e Raimundo Colombo (SC).