Baterista do AC/DC será julgado por acusação de planejar assassinato

AC/DC (from left to right) Malcolm Young, Brian Johnson, Angus Young, Phil Rudd and Cliff Williams as Malcolm Young, who recently left the band due to ill-health, is reportedly suffering from dementia Direito de imagem PA
Image caption Rudd, quarto da esquerda para a direita, teve problemas com drogas que o levaram a ser demitido do AC/DC em 1983

O baterista da banda de rock australiana AC/DC, Phil Rudd, irá a julgamento pela acusação de conspirar para tentar assassinar duas pessoas na Nova Zelândia, agravada por posse de drogas.

Rudd, de 60 anos, compareceu nesta quinta-feira a um tribunal na cidade de Tauranga, horas depois de ser preso em casa durante uma batida policial.

Segundo a polícia, a operação foi deflagrada por uma denúncia anônima. Na casa do baterista, agentes encontraram maconha e anfetaminas.

Rudd pagou fiança e vai aguardar o julgamento em liberdade. A Justiça também determinou que ele não entre em contato com as pessoas que planejava matar. O músico pode pegar até dez anos de prisão se condenado.

Uma das bandas mais bem-sucedidas da história da música, o AC/DC foi formado em 1973 e vendeu mais de 200 milhões de álbuns, impulsionado por hits como Highway to Hell e Back to Black.

O relacionamento do baterista com a banda, no entanto, teve momentros conturbados: Rudd foi demitido do grupo em 1983 por causa de problemas com álcool e drogas. No entanto, voltou em 1994, década em que o AC/DC ressurgiu comercialmente.

O AC/DC tem programado o lançamento de um novo álbum este ano, mas recentemente foi sacudido pela notícia de que um de seus guitarristas e fundadores, Malcolm Young, foi diagnosticado com demência.