Quênia diz que massacre em ônibus é tentativa de iniciar guerra religiosa

Direito de imagem AP

Um assessor do presidente do Quênia afirmou neste sábado que o assassinato de 28 pessoas que estavam em um ônibus tinha a intenção de dar início a uma guerra religiosa no país.

Em entrevista à BBC, Abdikadir Mohammed (que é assessor direto do president Uhuru Kenyatta) pediu que cidadãos de todas as religiões se mantivessem unidos contra o que ele qualificou de um “crime atroz”.

Em dos piores ataque terroristas no país, militantes do grupo islâmico al-Shabab invadiram o veículo e mataram com um tiro na cabeça todos os passageiros que não conseguiam recitar versos do Corão.

O grupo extremist da Somália, que tem ligações com a rede Al Qaeda, já realizou uma série de ataques no Quênia desde 2011, quando enviou tropas para ajudar a combater o grupo rebelled no país vizinho.

Segundo os militantes, o ataque foi uma forma de retaliar as mortes recentes de muçulmanos por forças de segurança do Quênia em Mombasa, segunda maior cidade do país.

O ônibus tinha como destino a capital Nairóbi, quando foi parado na região de Mandera, próxima à fronteira com a Somália.

Conflito

Segundo a Cruz Vermelha, 28 dos 60 pessageiros foram mortos, sendo que 19 eram homens e nove, mulheres.

“O objetivo foi criar um conflito entre os muçulmanos e os não-muçulmanos nesse país”, disse Mohammed à BBC. “O objetivo é criar uma Guerra religiosa no Quênia.”

“Mas muitos nos líderes muçulmanos vieram aqui hoje (sábado) e nós condenamos nos mais fortes termos esse crim atroz. E pedimos para que quenianos de todas as crenças e religiões para se manterem unidos contra esses criminosos.”

Autoridades locais disseram que estão identificando os atiradores e que eles serão presos e julgados.

Ahmed Mahat, um dos sobreviventes disse à BBC que o motorist do ônibus tentou acelerar para fugir dos militantes, mas que o veículo ficou atolado na lama.

Notícias relacionadas