Execuções mostram que Indonésia leva a sério guerra contra drogas, diz ministro

Presidente prometeu linha dura contra drogas Direito de imagem Reuters
Image caption Presidente prometeu linha dura contra drogas

O ministro da Justiça da Indonésia, Heru Prasetyo, disse que as execuções planejadas para este domingo (sábado no Brasil) mostram que o país não vai ceder na guerra contra as drogas.

"As execuções mostram que a Indonésia leva a sério a guerra contra as drogas. A Indonésia não vai fazer concessões com o tráfico", disse Prasetyo.

"Para os que são contra, espero que entendam que fazemos isso para proteger os países dos perigos narcotráfico", acrescentou.

"Todos os direitos foram respeitados. Todas as embaixadas foram informadas. O pelotão de fuzilamento, os padres e os médicos foram todos preparados", disse.

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Segundo o governo da Indonésia, o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira será executado no dia 18 de janeiro em Nusa Kambangan (Java Central).

O ministro explicou que esta será a primeira leva de execuções deste ano e que haverá ainda um segundo grupo de executados em 2015. A expectativa é de que o segundo brasileiro condenado à morte na Indonésia, Rodrigo Muxfeldt Gularte, seja executado em fevereiro.

Resquício da ditadura

Segundo a editora do serviço indonésia da BBC, Karishma Vaswani, a execução por pelotão de fuzilamento é um resquício da ditadura militar no país.

"É uma maneira bem brutal de executar as pessoas. Mas a percepção é de que se trata de um crime muito grave. Tem de se levar em conta que, apesar de este ser um país secular, é um país de maioria muçulmana", disse. Ela acrescentou que o novo presidente, Joko Widodo, assumiu em outubro com a promessa de aplicar as execuções e não conceder clemência a condenados.

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Em 2013, após um período de quatro anos, a Indonésia retomou sua política de execuções com cinco mortes. No mesmo ano, outros 16 foram condenados à morte no país.

Além da Indonésia, outros países também prevêem pena de morte para crimes relacionados a drogas como a China, o Irã, a Malásia, o Paquistão, a Arábia Saudita, entre outros.

Segundo a Anistia Internacional, cerca da metade dos que estão atualmente no corredor da morte foram condenados por tráfico de drogas. Muitos dos cerca de 150 prisioneiros são estrangeiros.

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