Igrejas são incendiadas em protesto no Niger contra 'Charlie Hebdo'

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Image caption Protesto começou do lado de fora da principal mesquisa da capital do Niger

Ao menos duas igrejas foram incendiadas em Niamey, capital do Niger, na África, em um protesto contra a revista francesa Charlie Hebdo, que voltou a publicar uma charge do profeta Maomé em sua capa depois do atentado à sede da publicação.

Os protestos começaram do lado de fora da maior mesquita da cidade. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

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Um dia antes, ao menos quatro pessoas morreram em um protesto na cidade de Zinder, a segunda maior do país.

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Image caption Manifestantes consideram charge da revista 'ofensiva'

A embaixada francesa no país pediu que seus cidadãos fiquem em casa.

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Na semana passada, atiradores mataram doze pessoas em um ataque à redação da revista. Oito delas eram jornalistas.

Em outros dois ataques subsequentes, mais cinco pessoas morreram: quatro em um supermercado judaico e um policial.

'Eu sou Charlie'

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Image caption Ao menos duas igrejas foram incendiadas no protesto

A capa da última edição da Charlie Hebdo traz uma charge em que Maomé segura um cartaz em que se lê "Eu sou Charlie".

Sete milhões de novas cópias estão sendo impressas depois que os 60 mil exemplares originais da edição se esgotaram nas bancas.

Muitos muçulmanos consideram como uma ofensa a retratação do profeta muçulmano.

Também houve protestos contra a revista no Paquistão, no Sudão, na Algéria e na Somália.

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'Deus é grande'

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Image caption Polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar multidão

No Niger, uma ex-colônia francesa, centenas de pessoas se reuniram nas ruas gritando "Deus é grande" em árabe.

Na sexta-feira, manifestantes depredaram lojas administradas por cristãos em Zinder, no sul do país.

Ainda houve ataques a um centro cultural francês.

Segundo seu diretor, Kaoumi Bawa, cerca de 50 pessoas derrubaram a porta do edifício e incendiaram seu café, a biblioteca e escritórios.

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