Os melhores países para curtir a aposentadoria

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Image caption O Panamá é um dos países com menor custo de vida no mundo

Sol, ritmo relaxado, baixo custo de vida e poucos impostos.

Se é assim que você sonha viver a sua aposentadoria, siga o nosso guia dos sete melhores lugares do mundo para isso.

Panamá

Para quem pretende se aposentar e morar em um lugar onde o dinheiro renda bastante, o Panamá, o país mais ao sul da América Central, pode ser ideal.

Sua capital, Cidade do Panamá, está na 124ª posição de uma lista de 131 cidades do mundo em termos de custo de vida, segundo a Economist Intelligence Unit. Isso significa menos do que morar em Manila, nas Filipinas, uma das capitais mais baratas do Sudeste Asiático.

Uma refeição completa para duas pessoas em um restaurante médio do Panamá custa o equivalente a US$ 32,50 (pouco mais de R$ 90), segundo o numbeo.com, um site que segue os preços dos itens do dia-a-dia.

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Uma renda fixa e segura é fundamental para se conseguir um visto de permanência. O país oferece um visto de "turista pensionista" que dura pelo resto da vida, e que normalmente pode ser obtido por quem recebe mais de US$ 1 mil por mês (cerca de R$ 2,9 mil).

O Panamá tem um sistema de saúde bem avaliado, com médicos que estudaram nos Estados Unidos e na Europa. Mas é importante se planejar para gastar pelo menos US$ 200 (ou R$ 575) por mês em um plano de saúde.

Morar também não requer muito dinheiro, com casas de três quartos bem localizadas a um preço médio de US$ 180 mil (pouco mais de R$ 500 mil). E o país é relativamente seguro se comparado a outras nações centro-americanas, segundo o Departamento de Estado americano.

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França

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Image caption Apesar dos altos impostos, a França oferece descontos a idosos

Destino turístico número 1 do mundo, a França se vangloria de muitas atrações: vilarejos lindos, cozinha refinada, vinho barato e um clima bastante ameno no sul. Por isso, o país é também o que mais recebe moradores estrangeiros dentro da União Europeia.

Mas a França não rima com um baixo custo de vida. O país cobra impostos relativamente altos, além de uma taxa sobre a riqueza, aplicada aos residentes cujos bens excedam 800 mil euros (ou cerca de R$ 2,6 milhões).

Os custos têm suas compensações: a França tem um dos sistemas de transporte público mais elogiados do mundo, inclusive com uma rede de trens de alta velocidade e com descontos para pessoas com mais de 60 anos.

O país também tem um dos melhores sistemas de saúde pública do mundo, largamente subsidiado pelo governo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quem consegue se tornar um residente legal terá menos custos com saúde do que em muitos outros países europeus.

Além disso, a França nem sempre é cara. Comer em um restaurante pode ser barato e, fora de Paris, o preço dos imóveis é relativamente baixo. Uma casa na região de Limousin, no Massif Central, pode custar pelo menos 73 mil euro (quase R$ 240 mil), enquanto um apartamento mediano na Provença vale cerca de 415 mil euros (ou R$ 1,36 milhão).

Malásia

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Image caption Por causa do baixo custo de vida, aposentados são atraídos por uma vida de luxo na Malásia

Se você busca um destino com sol o ano inteiro, a Malásia pode ser uma opção. Essa antiga colônia britânica tem um pouco de tudo: da agitada capital Kuala Lumpur a tranquilas praias e florestas remotas.

Também é um lugar barato para se viver – o terceiro mais barato do mundo, segundo o índice global de custo de vida da revista International Living. De acordo com a publicação, um casal pode morar confortavelmente em um condomínio com vista para o mar por apenas US$ 1,7 mil por mês (aproximadamente R$ 4,9 mil).

A Malásia também está entre os maiores destinos de “turismo médico” do planeta, tendo atraído mais de 700 mil pessoas em busca de tratamento de saúde em 2013, segundo o Conselho de Viagens Médicas da Malásia.

Entre outras vantagens estão ainda uma série de isenções fiscais para quem consegue obter um visto de residência como aposentado, o fato de o inglês ser bem difundido, o baixo custo dos restaurantes e a possibilidade de comprar uma propriedade sem muita burocracia.

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Malta

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Image caption Segundo a OMS, Malta tem o quinto melhor sistema de saúde do planeta

Um dos menores e mais povoados países do mundo, Malta tem apenas 310 quilômetros quadrados e 400 mil habitantes. A ilha, localizada no Mediterrâneo e a apenas três horas de voo de Londres, costuma atrair muitos aposentados britânicos.

Um dos principais atrativos é o "Plano de Aposentadoria de Malta”, que permite que cidadãos da União Europeia que se tornem residentes do país paguem apenas 15% de imposto de renda.

Além das belezas naturais, da arquitetura pitoresca e das temperaturas amenas, Malta também tem o quinto melhor sistema de saúde do mundo, segundo a OMS, gratuito a todos os cidadãos.

De acordo com o site numbeo.com, o aluguel de um apartamento de três quartos na capital, Valetta, é de cerca de 700 euros mensais (ou R$ 2,3 mil), enquanto uma refeição completa para duas pessoas em um bom restaurante pode sair por 50 euros (quase R$ 165).

Portugal

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Image caption Portugal pode oferecer benefícios fiscais para aposentados que se estabelecerem no país

Com uma profusão de vilarejos de pescadores e cidades medievais, assim como praias amplas e campos de golfe invejáveis, é fácil entender por que Portugal está sempre na mira de estrangeiros.

Lisboa é uma das cidades mais antigas do mundo e tem um clima mediterrâneo. Já as praias do Algarve, com suas temperaturas amenas e seus mares azuis, são o destino preferido de aposentados expatriados.

Portugal oferece benefícios fiscais para quem quer se estabelecer no país, como por exemplo a isenção de impostos durante dez anos sobre rendimentos de pensão vindos do exterior.

Os portugueses têm o 12º melhor sistema de saúde do mundo, de acordo com a OMS, e os imóveis têm preços bem mais baixos do que a média europeia.

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Tailândia

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Image caption A Tailândia pode conceder um visto para aposentados com renda maior que R$ 5,8 mil

Um baixo custo de vida, isenção de impostos em rendimentos no exterior, um clima tropical e uma cultura que respeita os idosos – não é à toa que a Tailândia está se tornando um destino popular para aposentados.

Segundo a revista International Living, o país é o segundo mais barato do mundo em termos de custo de vida, com vantagens como o aluguel de um luxuoso apartamento de dois quartos em torno de US$ 1,2 mil (cerca de R$ 3,5 mil) por mês. E que tal uma refeição em que o prato típico, o pad thai, feito com macarrão, camarões secos, tofu e ovos, custa apenas US$ 1 (menos de R$ 3)?

Além disso, o visto de aposentadoria, renovado anualmente, pode ser dado àqueles que recebam pelo menos US$ 2 mil (ou R$ 5,8 mil) por mês ou que tenham US$ 24 mil (aproximadamente R$ 70 mil) em uma conta em um banco tailandês.

Mas é importante manter no orçamento os custos de um plano de saúde, já que muitos hospitais do sistema público podem deixar a desejar.

Belize

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Image caption Belize oferece incentivo a estrangeiros que tenham mais de 45 anos e uma renda mensal fixa

O único país da América Latina com o inglês como idioma oficial, Belize é uma escolha natural para um número cada vez maior de aposentados americanos, atraídos pelas praias de areia branca e palmeiras.

Com apenas 350 mil habitantes, o país também é bastante visitado por ecoturistas do mundo inteiro, seduzidos pelas florestas tropicais, pelas ruínas maias e pela maior barreira de corais do Hemisfério Ocidental.

O país oferece um programa de incentivo a “aposentados qualificados”, com vantagens fiscais e isenções. As principais exigências são de que o indivíduo interessado tenha mais de 45 anos e uma renda mensal maior que US$ 2 mil (ou R$ 5,8 mil).

O preço dos imóveis é razoável – mais barato do que nos Estados Unidos, mas mais caro do que em comparação com outros países da América Central. Comprar uma propriedade é algo relativamente fácil para quem vem de países como a Grã-Bretanha, pois suas leis são parecidas.

Belize tem bons hospitais particulares, mas muitos estrangeiros preferem ir para os Estados Unidos para fazer procedimentos mais complicados, o que requer um bom plano de saúde que cubra o transporte e os custos do tratamento.

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Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Capital.