Em veredicto final, Amanda Knox é inocentada por morte de britânica

Direito de imagem Reuters.AP
Image caption Decisão coloca fim à longa batalha judicial sobre caso ocorrido em 2007

A principal corte da Itália anulou a condenação da americana Amanda Knox e de seu ex-namorado italiano Raffaele Sollecito pela morte da britânica Meredith Kercher.

Essa é a decisão final no caso, que ocorreu em 2007, não havendo mais possibilidade de as partes recorrerem.

Entre as idas e vindas do processo, o casal foi considerado culpado em 2009. Dois anos depois, as condenações foram anuladas, mas restauradas por outra corte no ano passado.

Meredith foi esfaqueada no apartamento em que dividida com Amanda em Perugia, na Itália. O casal sempre disse ser inocente.

A decisão da corte italiana coloca fim à longa batalha judicial sobre o caso, e as razões por trás da decisão serão divulgadas dentro de 90 dias.

Após o veredicto, Amanda, que hoje tem 27 anos e vive nos Estados Unidos, disse estar se sentindo “tremendamente aliviada”.

“A confirmação da minha inocência me deu força nos momentos mais difíceis dessa experiência horrível”, disse a americana, em um comunicado que divulgou à imprensa.

Direito de imagem PA
Image caption Meredith, nascida no sul de Londres, tinha 21 anos à época do crime

Em 2009, Amanda havia sido sentenciada a 28 anos e seis meses de prisão; Sollecito, a 25 anos.

Mas a decisão foi revista em 2011, após procedimentos do caso e a coleta de provas de DNA terem sido questionados. Na ocasião, os dois réus já tinham passado quatro anos na cadeia.

O caso

Meredith, nascida no sul de Londres, tinha 21 anos à época do crime. Ela foi encontrada com sua garganta cortada, no apartamento que compartilhava com Amanda.

O principal argumento da Promotoria era de que Kercher teria morrido após uma espécie de jogo sexual que também envolvia Amanda e Raffaele - e que em algum momento deu errado. Também alegou-se que a morte teria sido o resultado de uma discussão acalorada entre as duas garotas quanto à limpeza do apartamento onde moravam.

Uma terceira pessoa, o marfinense Rudy Guede, também foi condenada pela morte da britânica em um julgamento prévio. Ele cumpre pena de 16 anos.

Segundo o casal, Guede (que era traficante de drogas) agiu sozinho no homicídio.