Por dentro da megaoperação de redes sociais de Davos

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Image caption Até alguns anos atrás, era proibido compartilhar o que ocorria nas reuniões em Davos

Nos últimos dois anos, as operações de mídias sociais do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ganharam vida própria. Até dez anos atrás, compartilhar o que ocorria nas reuniões em Davos era proibido, mas a oposição ao uso das redes sociais como ferramenta de comunicação acabou sendo vencida.

Atualmente, o Fórum tem uma editoria de mídias sociais com profissionais responsáveis por procurar os assuntos mais compartilhados ou mais comentados nas redes. Em seguida, eles “repostam” ou adaptam as postagens para atingir uma audiência mais ampla.

Durante a reunião anual, que começa nesta quarta-feira, o Fórum Econômico Mundial também terá pessoas tuitando ao vivo e acrescentando posts originais voltados para seus seguidores nas diversas plataformas.

E há uma horda deles. Até a terça-feira, a página do Fórum no Facebook tinha mais de 913 mil seguidores. As duas contas da organização no Twitter - @wef e @davos têm, juntas mais de 3 milhões de seguidores.

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'Ampliar discussões'

A equipe tuíta em @wef cerca de 70 vezes por dia e deve continuar nesse ritmo até o encerramento do encontro, no sábado. Já a conta @davos também vai servir como um canal de cobertura ao vivo do evento.

Os organizadores dizem que sua equipe de mídias sociais vai cobrir até duas sessões simultaneamente, se for necessário.

O Fórum também vai usar outras plataformas, como a rede chinesa Weibo (com 100 mil seguidores), o LinkedIn (com 118 mil seguidores), o Instagram e o Snapchat.

Segundo Mike Hanley, diretor de comunicações digitais do Fórum, os esforços visam usar o poder das mídias sociais para ampliar as discussões em Davos.

“Isso nos ajuda a enfatizar a importância e a complexidade das questões debatidas entre nossos participantes, a tornar essas questões mais compreensíveis e a trazer a voz do público para nossas discussões”, afirmou.

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Já os participantes do Fórum devem perder algo que encantou muitos deles nos últimos anos: um telão no meio do Hall do Congresso mostrava qual dos convidados era o mais influente no Twitter.

Neste ano, haverá um telão exibindo dados tirados do Facebook e do Twitter, mas não será um display central. O ranking dos mais influentes também será coisa do passado.

As principais hashtags que devem sair dos debates são:

#foodsecurity – Segurança alimentar e agricultura

#climateaction – Segurança ambiental e de recursos naturais

#futureweb – Futuro da internet

#futureinvest – Infraestrutura, investimentos e desenvolvimento

#newjobs – Empregos, talento e capital humano

#globaltrade – Comércio e investimentos internacionais

#gendergap – Paridade de gêneros

#globalcrime – Criminalidade global e esforço anticorrupção

#futurefinance – Futuro do sistema financeiro global

#equalgrowth – Crescimento econômico e inclusão social

#globalhealth - Saúde

Leia a versão original dessa reportagem (em inglês) no site BBC Capital