Flórida deve ter papel central na eleição nos EUA (e brasileiros podem influenciar resultado)

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Image caption Donald Trump e Hillary Clinton largam de novo à frente na corrida para definir os candidatos à eleição americana

A rodada de prévias eleitorais nos Estados Unidos na terça-feira sinalizou que a Flórida mais uma vez deverá ter um papel central na escolha do próximo presidente do país – e é possível que eleitores brasileiros ajudem a decidir o resultado do pleito.

O empresário Donald Trump (Republicano) e a ex-secretária Hillary Clinton (Democrata) ganharam as prévias de seus partidos no Estado, aproximando-se ainda mais das vagas para concorrer à Presidência em novembro.

A Flórida é considerada o principal Estado pêndulo da eleição presidencial, onde tanto Democratas quanto Republicanos têm chances de vencer. Para os competidores, é mais proveitoso disputar votos nesses Estados que em outros onde um dos dois partidos tem claro domínio.

Na votação presidencial, que a exemplo das prévias também é decidida indiretamente, o candidato que vence a votação em cada Estado recebe o endosso de todos os seus delegados eleitorais.

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Image caption Americanos foram às urnas para definir quem querem como candidatos à Presidência

E ao vencer as prévias na Flórida, Hillary e Trump se mostraram capazes de mobilizar eleitores do Estado – condição importante para a disputa em novembro, já que o voto é facultativo nos Estados Unidos.

Muitos atribuem a vitória de George W. Bush na eleição de 2000 ao resultado da eleição Flórida. Bush venceu no Estado após uma recontagem dos votos, em meio a denúncias de irregularidades.

Na rodada desta terça, Hillary e Trump venceram nos condados de Broward e Palm Beach, que abrigam numerosa comunidade brasileira. Em todo o Estado, o empresário só foi ultrapassado na disputa Republicana no condado de Miami-Dade. Ali o vencedor foi o senador Marco Rubio, que no entanto desistiu da corrida.

Estima-se que 300 mil brasileiros morem na Flórida. Muitos estão no país irregularmente e não podem votar, mas espera-se que eleitores da comunidade tenham uma participação recorde na votação em novembro.

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