'Conheço muita gente virando ambulante', diz morador da periferia de São Paulo

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Image caption Ribamar Azevedo mora na periferia de São Paulo e apoia o impeachment de Dilma Rousseff

O fotógrafo e produtor de faixas e banners Ribamar Azevedo, de 47 anos, mora na Brasilândia, bairro da periferia da zona norte de São Paulo, e apoia o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele relata que a grave crise político-econômica vivida no país prejudicou os trabalhadores mais pobres que moram na sua região.

"Conheço muita gente virando ambulante porque perdeu o trabalho e não tem outra opção. Um vizinho meu era técnico de telefonia e hoje está vendendo batata frita na rua para colocar comida em casa", afirma.

Ele afirma que alguns conhecidos reclamam até mesmo de estar faltando comida em casa. "A periferia suplica por trabalho. Esse governo só usufruiu da estabilidade econômica que encontrou quando chegou ao poder para enganar o povo durante anos e se reeleger", opina Azevedo.

Ele afirma que a falta de dinheiro no seu bairro também afetou seus negócios: "Perdi 80% dos clientes que tinha nos últimos dois anos".

Solução

A solução imediata para solucionar o problema do país, na opinião de Azevedo, é deixar o vice-presidente Michel Temer governar até as próximas eleições.

"Ele é mais articulado politicamente e mais preparado que a Dilma. Além de tudo, o Temer pode trazer o Senado e a Câmara para o seu lado e aprovar boas pautas e fazer a engrenagem do governo voltar a funcionar. Hoje, o país está à deriva."

Ele afirma que a corrupção sempre existiu no Brasil, mas que "a gestão petista exagerou" e "se comportou como uma criança que nunca viu melado e acaba se lambuzando".

Na visão dele, o PT e o PMDB atacaram quem mais precisa: o pobre.

"A população que mais sofre agora perdeu o emprego e está pagando mais caro pelos alimentos. Sem falar que quem continua trabalhando praticamente não teve aumento salarial. Temos que fazer uma limpeza no governo."