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Atualizado às: 03 de maio, 2004 - 09h24 GMT (06h24 Brasília)
 
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Torturas? De vez em quando…
 
Ivan Lessa
A coalizão liderada pelos americanos cada vez mais próxima de encontrar as armas de destruição em massa: é a própria. Só que em doses moderadas, uma ou duas antes das refeições.

A mais recente descoberta diz respeito às torturas que os americanos andaram infligindo a prisioneiros iraquianos na masmorra de Abu Ghraib, arredores de Bagdá.

As torturas e humilhações impostas pelo Exército vencedor aos presos foram mostradas em programa popular da TV americana em horário nobre e, mais tarde, semana passada, publicadas em jornais do mundo inteiro.

Um – na verdade, uma “generala” – e seis soldados rasos foram dispensados de suas, digamos assim, obrigações e aguardam inquérito e julgamento militar.

Segundo os advogados de alguns dos soldados, estes agiam sob as ordens de seguranças do setor privado especialmente contratados para certas tarefas mais duras.

Outros soldados alegaram não terem sido instruídos nas convenções de Genebra, além de mal preparados para lidar com seres humanos mantidos em estado de cativeiro.

Nenhum mencionou o puro e simples fator do respeito humano que um semelhante deve a outro.

Poucos jornais se preocuparam em noticiar que há cerca de 20 mil civis americanos e britânicos do setor privado agindo como segurança no Iraque.

A Força Tarefa Número Sete da Coalizão, órgão que controla essa gente toda, publicou há coisa de duas ou três semanas uma breve introdução à linha de conduta a ser observada pela moçada, que, por sinal, fatura muito bem, sim senhor. Alguns dos pontos altos:

•Força letal só em caso de auto-defesa ou das pessoas especificadas no contrato.

•Avisar sempre em árabe os locais. Kiff-armik – Pare ou eu atiro. Ermy se-la-hack- Deixe cair a arma.

•Mostre sua arma e deixe claro que você tem intenção de atirar.

E outras coisas inclusive que a dignidade humana seja sempre respeitada. Mesmo assim, ao que parece, se esses momentos de respeito surgirem, nada se diz sobre fotografá-los, não importa em que posição.

 
 
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