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Atualizado às: 19 de novembro, 2004 - 04h58 GMT (02h58 Brasília)
 
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Remédio barato e comum reduz mortes por Aids, diz pesquisa
 
Crianças
Pesquisa com o co-trimoxazole mostrou resultados positivos na África
Uma pesquisa feita na África indica que o uso de um remédio comum, de baixo custo, pode reduzir quase que pela metade o número de crianças que morrem de Aids.

O sucesso do tratamento adotado durante o estudo na Zâmbia levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef (órgão da infância das Nações Unidas) a recomendar sua adoção em países em desenvolvimento.

A pesquisa, que foi descrita em um artigo de uma revista britânica de medicina, envolveu 541 crianças com sintomas de infecção pelo HIV, que receberam um remédio chamado co-trimoxazole – um antibiótico comum, que custa menos de US$ 0,10 (cerca de R$ 0,27) por dia, por pessoa.

Os cientistas disseram que as crianças que tomaram o remédio diariamente mostraram estar melhor de saúde do que as que receberam um placebo.

Depois de 19 meses de iniciada a pesquisa, 25% das crianças tomando o co-trimoxazole haviam morrido – enquanto que 40% das que receberam o placebo não haviam sobrevivido.

Doenças oportunistas

O remédio serviria para evitar doenças como a tuberculose e a pneumonia, que se aproveitam da fragilidade do sistema imunológico das crianças infectadas com o vírus HIV.

Todas as crianças que participaram dos testes estão agora recebendo o co-trimoxazole, e aquelas que precisavam de terapia anti-retroviral também já começaram a receber a ajuda do governo de Zâmbia.

Uma porta-voz do departamento encarregado da Aids na OMS disse que “até que se confirme se a criança tem ou não HIV, ele deve tomar o co-trimoxazole”.

“E qualquer criança infectada deve tomâ-lo, independentemente de sua contagem de CD4” (células CD4 são um típo de linfócito, intimamente ligado ao sistema imunológico. A contagem serve para medir a eficácia de um tratamento contra o HIV).

“Isso se aplicaria não só na África, mas também em outros países onde as crianças não necessariamente têm acesso a remédios anti-retrovirais”, completou.

A cada dia, cerca de 1,3 mil crianças morrem em decorrência da Aids no mundo.

Falta de médicos

Ainda nesta quinta-feira, um representante da OMS disse que muitos países em desenvolvimento estão enfrentando uma crise no setor da saúde por causa da falta crônica de pessoas com conhecimento na área médica.

Segundo Tim Evans, diretor-geral-assistente da OMS, centenas de milhares de profissionais do setor estão trocando regiões pobres por países mais ricos.

Evans disse que a falta de pessoal está provocando uma falta de assistência básica de saúde em países mais pobres e causando mortes que poderiam ser evitadas.

Isso seria verdade, por exemplo, em algumas partes da África.

O diretor da OMS fez as declarações durante um congresso internacional de saúde no México, que está discutindo formas de melhorar os serviços de saúde para a população mais pobre do planeta.

 
 
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