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Atualizado às: 23 de agosto, 2004 - 09h06 GMT (06h06 Brasília)
 
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Ivan Lessa: Ronco bem puxado
 
Ivan Lessa
Dormir? Sonhar talvez? Não tem por onde: o melhor lugar é Hartlepool, cidade situada no nordeste da Inglaterra.

Se o turista local ou estrangeiro busca uma boa noite de sono, Hartlepool é a solução. Uma pesquisa – ah, as pesquisas! – acaba de revelar que a cidade em questão é a ideal para se passar aquela verdadeira "boa noite" por três motivos distintos.

Primeiro, a inexistência de poluição sonora. Segundo, a temperatura depois que o sol se põe. Terceiro, a moderação da luz ambiental.

O nordeste da Inglaterra é a mais conducente região para uma pessoa se entregar aos braços de Morfeu, se me permitem uma expressão antiquada de quem já sofreu de insônia, tentou soníferos e, agora, encara com seriedade a possibilidade de dar uma chegada à tal região.

Quem diria, hem? Vida diurna e noturna sossegada virarem ponto de venda turístico.

Outras cidades, no mesmo nordeste, quase pegam Hartlepool. A coisa, ao que parece, teve que ir a sonômetro e o equivalente a juiz de comitê olímpico do sono.

Medalhas de prata e bronze: Darlington e Stafford, respectivamente. Presenças silenciosas e que ameaçaram por fora: Chester, Gloucester e Stevenage.

Algo que não surpreendeu ninguém: Londres ficou em último lugar em matéria da barulheira noturna, dessa que mantém as pessoas de olhos abertos e leva à venda de tampões para os ouvidos (podem ser de cera ou algodão, fala de cátedra, ou de cama, um maníaco do silêncio).

O bairro mais barulhento é o de Westminster, aquele que pega Parlamento, Palácio de Buckingham (não que os dois criem muito caso à noite) e, aí sim, o centro da cidade, com suas luzes brilhantes e gentes berrantes.

A pesquisa, encomendada por um fabricante de cobertores finos, revelou ainda um fato interessante: apenas 10% da população dorme aquilo que se poderia chamar de "o sono dos justos". O resto dorme o dos injustos.

Depois não sabem por que anda todo mundo com cara mais enfezada do que há, digamos, uns 20 anos atrás.

Ah – diz o saudosista contumaz – como se dormia bem antigamente!

 
 
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