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Atualizado às: 06 de setembro, 2004 - 11h24 GMT (08h24 Brasília)
 
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Super Terra, super gente
 
Ivan Lessa
Acompanhar, aqui neste mundo que dizem ser de Deus, os acontecimentos que nos cercam, ameaçando mandar bala, é tarefa não só inglória como também debilitante e conducente à nossa ruína moral, psicológica e física.

Como diziam nossos tios, mais escolados: “Este mundo não vale o que o gato enterra”.

Deve ser por isso que as pesquisas metódicas dos chamados discos voadores, e a procura científica por vida inteligente (ou mesmo estúpida) em outros planetas, gozam, a cada dia que passa, de mais popularidade e mesmo verbas oficiais nas devidas repartições dos países que podem se dar a esses – serão? – luxos.

Agora mesmo, deram com sinais emitidos de um planeta distante que poderiam conter uma mensagem, ainda ininteligível, em seu pisca-pisca. A organização conhecida como Seti, sigla que, em inglês, significa “busca por inteligência extraterrestre”, já começa a desenrolar o tapete vermelho e a compor discursos para dar as boas vindas aos alienígenas.

É preocupante a burrice da nossa humanidade. Ainda não pegou o jeito de conviver com gente de outras convicções, políticas, religiosas ou seja lá o que for, e, no entanto, regozija à simples menção da possibilidade de haver por aí, no universo, algo ou alguém que, além de verde, com um olho só na testa e tentáculos, busca entrar em contato conosco.

Será que não viram o mais bisonho dos filmes de ficção científica? Qualquer débil mental sabe que alienígena só quer matar toda a população terrestre e conquistar nosso planeta para transformá-lo em parque temático para sua garotada.

Não satisfeitos, os cientistas que observam os céus, na – aí, sim – inteligente maneira de evitar a realidade cotidiana deste planetinha canalha e sem vergonha, foram dar, semana passada, com algo que já apodaram (cientista apoda) de “Super Terras”.

São planetas que, num sistema solar que gira em torno da estrela (novo apodo) 55 Cancri, podem conter formas de vida semelhante à nossa. Quer dizer: continua a busca desenfreada por besteira.

Cientista é fogo. Querem porque querem começar tudo de novo, como no pior dos sambas-canções.

Desastre após desastre, hecatombe após hecatombe.

Quem sabe não estão lá, brilhando sob a luz das distantes estrelinhas, as propaladas “Armas de Destruição em Massa”?

Procurem, mas procurem para valer, que vocês acham, ouviram, “seus” cientistas?

 
 
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