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Atualizado às: 09 de julho, 2006 - 23h01 GMT (20h01 Brasília)
 
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Drama e emoção no tetra italiano
 
Francesco Totti e a taça Fifa
O atacante Francesco Totti anunciou que não jogará mais na seleção italiana
A seleção da Itália se sagrou campeão mundial pela quarta vez, ao derrotar a França na cobrança de pênaltis, depois de um empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

A Itália converteu todos os cinco pênaltis sendo que o atacante David Trezeguet desperdiçou sua cobrança pela França. A bola chutada por Trezeguet bateu no travessão do goleiro Gianluigi Buffon e quicou fora da linha de gol.

Sem ser um jogo brilhante em termos de futebol, não faltaram emoção e drama à partida final.

No segundo tempo da prorrogação, o craque francês Zinedine Zidane foi expulso por ter agredido o zagueiro italiano Materazzi com uma cabeçada no peito, em lance sem bola.

Ao final da partida, realizada na noite deste domingo no estádio Olímpico de Berlim, o capitão italiano, o zagueiro Fabio Cannavaro, ergueu a taça Fifa para delírio dos torcedores que comemoraram a conquista do tetracampeonato.

A partida final

O jogo começou nervoso, com jogadores de ambos os lados perdendo bolas fáceis e cometendo faltas desnecessárias.

Antes que um dos time assumisse o domínio das ações a França teve um pênalti marcado a seu favor, convertido por Zinedine Zidane.

A jogada do pênalti começou na esquerda do ataque francês, o ala afrancês Florent Malouda perseguiu um centro feito na entrada da área italiana e caiu na chegada do zagueiro Marco Materazzi. O juiz argentino que acompanhava o lance de perto apontou determinado para a marca do pênalti, sob reclamação dos jogadores itallianos.

Aos 7 minutos Zinedine Zidane cobrou a penalidade máxima devagar e no centro do gol. A bola tocou o travessão da meta italiana e caiu dentro do gol defendido pelo goleiro Gianluigi Buffon.

A partida começava sob medida para o craque francês. Zidane tinha anunciado que iria abandonar o futebol após a Copa do Mundo.

A consagração da conquista de um título mundial com um gol marcado na final seria a coroação de uma carreira brilhante de um dos maiores jogadores da história do futebol.

Mas, como diria o falecido jornalista Nelson Rodrigues, os deuses do futebol conspiravam contra Zidane na noite de hoje e mudariam drasticamente o desfecho da carreira do craque francês.

Domínio italiano

A partir do gol, a seleção da França se retraiu na formação habitual com os dois volantes plantados Claude Makelele e Patrick Vieira protegidos à frente da zaga.

Mas o experiente time italiano aproveitou a retração da França para dominar o meio-campo.

Aos 17 minuntos, uma cobrança perfeita de escanteio na direita por Andrea Pirlo foi aproveitada pelo zagueiro Materazzi que subiu mais alto do que Vieira e cabeceou forte no meio do gol sem chance de defesa para o goleiro Fabien Barthez.

O gol restabeleceu a igualdade no placar e deu mais confiança e motivação ao time italiano que continuou tocando a bola e criando boas jogadas de ataque.

Com Zidane vigiado de perto por Gattuso, o time francês não conseguia criar jogadas de ataque.

Em dois outros escanteios cobrados por Pirlo os jogadores italianos conseguiram superar os zagueiros italianos. Numa das cobranças o zagueiro Materazzi venceu novamente Vieira na cabeçada e acertou o travessão do goleiro Barthez.

Domínio francês

No segundo tempo, o jogo mudou completamente. A lentidão do grandalhão Toni facilitava o trabalho dos zagueiros franceses Gallas e Thuram e a Itália não conseguia manter a bola no campo de ataque.

A França aproveitou o domínio territorial para encurralar o time italiano em seu campo de defesa. Mas a maior experiência de Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso, não permitiu que os atacantes franceses alterassem o placar.

Nitidamente, os jovens alas franceses Ribery e Malouda ainda não estão em condições de apoiar efetivamente o artilheiro Thierry Henry nas jogadas de ataque. Apesar de velozes e dribladores, Malouda e Ribery não conseguiram produzir jogadas de gol.

Aos 11 minutos do segundo tempo, o volante francês Patrick Vieira sentiu uma fisgada no músculo posterior da coxa e teve que ser substituído pelo jovem Diarra.

Aos 15, o técnico italiano tirou Simone Perrotta e Francesco Totti, colocando em campo Vincenzo Iaquinta e Daniele De Rossi. A dupla substituição deu mais fôlego à equipe mas não afetou o domínio francês que se manteve durante todo o segundo tempo.

Faltando 5 minutos para o fim do tempo regulamentar, o veterano Alessandro Del Piero substituiu Camoranesi, preparando o ataque italiano para a prorrogação.

Prorrogação

Durante a prorrogação os dois times demonstravam nitidamente fadiga pelo esforço dos noventa minutos de jogo.

Aos 9 minutos Franck Riberry deperdiçou a melhor chance do jogo, ao chutar cruzado para fora do interior da área italiana. Em seguida o ala foi substituído por David Trezeguet.

Aos 14 minutos, Zidane quase marca cabeceando forte uma bola cruzada pelo latera-direito Sagnol que Buffon espalmou para corner.

No começo do segundo tempo da prorrogação Henry sentiu o esforço e teve que ser substituído por Silvain Wiltord.

Aos 5 minutos do segundo tempo Zidane e Materazzi disputaram uma bola na área afastada pela defesa italliana. Os dois deixam a área italiana discutindo e de repente, longe da bola, Zidane se volta e agride Materazzi com uma forte cabeçada no peito, derrubando o zagueiro italiano.

O árbitro argentino Horacio Elizondo que acompanhava a jogada não viu o lance mas foi alertado pelos jogadores italianos. Elizondo consultou o bandeirinha que confirmou a agressão de Zidane. O árbitro expulsou o craque francês, determinando um fim de carreira melancólico para Zidane.

Com dez jogadores, e desfalcado de Vieira, Zidane e Henry, o time francês conseguiu levar a partida para a decisão por pênaltis.

Pênaltis

Pela Itália cobraram e converteram Pirlo, Materazzi, De Rossi, Del Piero e Grosso.

Para a França converteram Wiltord, Abidal e Sagnol, sendo que David Trezeguet desperdiçou a cobrança (ele cobrou o segundo pênalti da série paara a França) chutando forte no travessão de Buffon. A bola quicou no chão, mas fora do gol.

A Itália conquistava a Copa do Mundo pela quarta vez (1934, 1938, 1982 e 2006). O time, que chegou à Alemanha desacreditado e abalado pelos escândalos de corrupção envolvendo quatro grandes clubes do futebol nacional, conseguiu superar as adversidades e cresceu durante a competição.

Os veteranos franceses tiveram que se contentar com o vice-campeonato e com a eliminação do favorito Brasil, nas quartas-de-final.

 
 
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