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Atualizado às: 20 de junho, 2007 - 11h11 GMT (08h11 Brasília)
 
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Obesos têm mais chances de sobreviver a infarto, diz estudo
 
obesos
Pesquisadores não souberam explicar o porquê dos resultados
Pacientes obesos têm mais chances de sobreviver a ataques do coração e de angina do que os magros se forem submetidos a tratamentos adequados.

Pesquisadores suíços e alemães analisaram 1.676 pacientes obesos e de peso normal, que foram internados após sofrerem ataques no coração ou de angina, que é o estreitamento das artérias coronárias.

Os estudiosos concluíram que, apesar de terem maior tendência a desenvolver doenças cardíacas, os obesos têm três vezes menos chances de morrer em até três anos após o tratamento dos que os pacientes de peso normal.

Os participantes da pesquisa foram submetidos a uma angiografia coronária para identificar a extensão do problema, e em seguida tiveram as artérias desobstruídas.

“Não há duvida de que as pessoas acima do peso ou obesas têm maior risco de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças das artérias coronárias. Mas as evidências mostraram que, se submetidos ao tratamento correto, eles (os obesos) têm uma melhor recuperação comparada à das pessoas magras”, disse o líder da pesquisa, Heinz Buettner.

Hipóteses

Os pesquisadores, que publicaram o estudo no European Heart Journal, não puderam explicar exatamente o porquê dos resultados, mas levantaram algumas hipóteses.

Eles disseram que os pacientes obesos apresentam diferenças na composição química corporal, como nos níveis de plaquetas, que podem contribuir para o entupimento das artérias. Esse nível é menor entre obesos.

Além disso, o nível de gordura no tecido do coração é maior entre os obesos, o que pode proteger o órgão durante um ataque cardíaco, disseram os pesquisadores.

Heinz Buettner, no entanto, ressaltou que é importante que os obesos percam peso.

“Nem todos pacientes podem ser tratados a tempo de forma adequada e doenças coronárias podem provocar um ataque cardíaco repentino”, alerta o pesquisador.

“Já se sabe que até uma modesta perda de peso pode previnir os riscos de doenças cardiovasculares associadas à obesidade”.

 
 
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