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Análise: Líderes britânicos têm visões distintas de Obama
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Os líderes britânicos parabenizaram Barack Obama nesta quarta-feira por sua vitória nas eleições americanas, mas reagiram
de formas distintas à chegada do democrata à Casa Branca.
O primeiro-ministro, o trabalhista Gordon Brown, disse que está feliz de trabalhar com o americano. O líder da oposição, o conservador David Cameron, aclamou Obama como o primeiro de uma geração de novos líderes. A Grã-Bretanha, como quase nenhum país, vê o peso da sua influência no mundo refletida na relação especial que mantém com os Estados Unidos. Essa relação especial tornou-se uma perigosa faca de dois gumes durante o governo George W. Bush, que por vezes gerou críticas à Grã-Bretanha no resto do mundo. 'Aura' e renovação A visão que cada os atuais líderes britânicos têm de Obama é distinta.
Brown acredita que pode se tornar uma espécie de tio sábio de Obama, uma relação semelhante a que o ex-premiê britânico Harold MacMillan estabeleceu com o jovem John F. Kennedy, nos anos 60. Brown certamente espera se beneficiar um pouco da "aura" de Obama. Mas há um lado de Obama que interessa pouco a Brown: o americano chegou ao poder como um líder que ainda não foi testado. Esse é o tipo de mensagem que Brown não quer ver reverberando na Grã-Bretanha. Durante a crise financeira mundial, a frase favorita de Brown, voltada contra seus jovens opositores dentro e fora do seu próprio partido, é "esta não é uma hora para novatos". Já o jovem conservador David Cameron, do Partido Conservador, gosta de se enxergar como uma versão britânica de Barack Obama. O slogan dos conservadores – "Plano para Mudança" – foi inspirado na campanha de Obama. Mas ideologicamente os conservadores ainda estão mais próximos dos republicanos do que dos democratas. Um terceiro grupo político britânico – os liberal-democratas – talvez seja o que possui as relações mais naturais com Obama.
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