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Atualizado às: 01 de dezembro, 2008 - 22h32 GMT (20h32 Brasília)
 
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Análise: Obama busca equilíbrio em sua política externa
 

 
 
Barack Obama e Hillary Clinton
Obama disse que Clinton será secretária "fora de série"
A equipe de política externa do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, a ser chefiada por Hillary Clinton, vai tranqüilizar os americanos mais belicosos, mas pode decepcionar aqueles que esperavam uma mudança mais radical.

O objetivo do presidente e seu time será tentar resolver problemas antes que eles cheguem a um ponto em que uma ação militar tenha que ser considerada.

A disposição de desferir socos militares ou diplomáticos ainda vai estar lá, mas o pugilista usará uma luva mais macia.

Adeus "Novo Século"

Obama está se preparando para um difícil ato de equilíbrio.

Ele escolheu pessoas preparadas para usar o poder americano, mas não têm a intenção de usá-lo para mudar o mundo, como tinham os neoconservadores na gestão de George W. Bush.

Nós não vamos ouvir da nova equipe declarações sobre um “Novo Século Americano”, como ouvimos no mandato de Bush. Mas ninguém deve esperar que o novo governo de Washington passe a ser mais fraco ou facilmente manipulável.

Os Estados Unidos vão continuar a travar duas guerras, no Iraque e no Afeganistão, e manterão seu esforço contra a Al-Qaeda em todo o mundo.

Será interessante ver a frase “Guerra ao terror” sendo empregada no novo governo. Todavia, não importa como a iniciativa seja chamada na administração Obama, ela continuará existindo.

O mesmo vale para a guerra no Afeganistão, com um reforço de pelo menos dez mil soldados, já prometidos.

Com relação ao Iraque, a esperança é de que a guerra e o compromisso americano em relação ao país cheguem ao fim.

Soldados americanos no Afeganistão
Obama prometeu enviar mais 10 mil soldados ao Afeganistão

A manutenção de Robert Gates no cargo de secretário de Defesa é uma evidente manifestação desse desejo.

Gates emergiu como um porta-voz do tipo de diplomacia a que Obama se referiu durante a sua campanha.

O nome indicado para ser conselheiro de Segurança Interna, general James Jones, um ex-comandante da Otan e dos fuzileiros navais, também teria aceitado adotar a nova abordagem.

O fator Clinton

Mas será para a própria secretária de Estado, Hillary Clinton, que a maior parte dos olhos estarão, apropriadamente, voltados.

Ela é representante do lado mais belicoso do Partido Democrata. Como senadora, ela votou a favor da resolução que autorizava a guerra no Iraque – um voto que decidiu “com convicção”, como ela própria disse.

Hillary é uma defensora ferrenha de Israel e uma crítica feroz do Irã.

“O direito de Israel de existir, e existir com segurança e paz, não deve jamais ser questionado”, disse ela.

Outra frase de Hillary: “Nós não devemos e não podemos permitir que o Irã construa armas de destruição em massa”. O Irã nega que tenha a intenção de construir ou desenvolver armas nucleares.

O que ainda não está claro é até onde Hillary irá com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, no caminho da diplomacia direta que Obama pregou durante a campanha à Casa Branca.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad
Hillary já disse que não descarta nenhuma opção em relação ao Irã

Ela também disse que nenhuma opção pode ser ignorada nas negociações com o Irã – mas essa foi uma referência dela ao uso da força militar, não ao possível contato diplomático.

Com a Rússia, a tendência também é que os Estados Unidos mantenham uma relação difícil se Hillary decidir manter suas posições anteriores.

Em 2005, juntamente com John McCain, ela indicou o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, e o da Ucrânia, Viktor Yushchenko, para o Prêmio Nobel da Paz. Os dois são conhecidos desafetos de Moscou.

A filosofia do presidente eleito Obama de ampliar o esforço para impedir que problemas se transformem em crises foi resumido em uma entrevista de Denis McDonough, um importante conselheiro de política externa, ao jornal The New York Times.

“Este não é um experimento, mas uma solução pragmática para um problema há muito reconhecido. Durante a campanha, o então senador investiu bastante tempo em conversas com militares da reserva e oficiais mais jovens que serviram no Iraque e no Afeganistão sobre as conclusões que eles tiraram da experiência.”

“Não houve um encontro que não incluísse uma discussão sobre a necessidade de fortalecer e integrar outras ferramentas de poder nacional para se ter sucesso contra ameaças não-convencionais”, disse McDonough.

 
 
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