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Atualizado às: 14 de janeiro, 2009 - 08h03 GMT (06h03 Brasília)
 
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O digestivo do leitor
 

 
 
Ivan Lessa (ilustração de Baptistão)
Damien Hall, da cidade de Leeds, no norte da Grã-Bretanha, não poderá ser pai. Pela segunda vez.

Da primeira, pelas vias naturais, já que, por motivos pessoais, são incapazes de conceber. Damien tem 37 anos, 1,85m de altura e pesa 156kg. Sua mulher, Charlotte, prefere praticar a modéstia quanto a seus dados íntimos. Suficiente dizer que é de peso e altura normais.

Damien e Charlotte resolveram adotar uma criança e seguiram os trâmites usuais. Foram indeferidos devido ao peso do pretenso pai. “Muito gordo demais”, decidiram os membros do conselho local. Cerca de 80 crianças por ano precisam encontrar pai e mãe na região de Leeds em que Damien e Charlotte residem. As autoridades locais, no entanto, concluiram que Damien Hall estava à altura mas não ao peso da responsabilidade de adotar uma criança.

***

Crianças, adotadas ou não, portadoras de um determinado gene ligado à obesidade, não conseguem parar de comer mesmo depois de uma farta refeição. Revelação feita por um estudo do Centro de Pesquisas do Reino Unido. O gene é cognominado, nos meios científicos, de FTO, e nos leigos, de “Bolo Fofo”.

Os adultos que portam, ou são portados, pelo FTO-Bolo Fofo em questão, pesam em média mais 3kg do que a média das crianças britânicas. Um cientista declarou que, antes de mais nada, “é preciso conhecer nossos genes e como eles funcionam”. O resto vem na natural.

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Essa todo mundo já sabe: o popularíssimo mecanismo de busca Google equivale a duas xícaras de chá em termos de consumo de eletricidade, uma vez que bastam duas pesquisas (“mulher ilhargas largas” e “mulher seios fartos”, são dois bons e populares exemplos) para consumir cerca de 14g de monóxido de carbono. Perscrutar – sim ainda há gente que perscruta, de fraque e chapéu – uma única página da internet gera cerca de 0.02 g de C02 por segundo. A notícia vem da Universidade Harvard. 200 milhões de buscas na net são efetuadas por dia. Dariam para uma meia dúzia de cafezinhos turcos. Ou 40 bilhões no balcão de qualquer bar do Rio.

***

Lembram-se do cubo Rubik? Voltou à moda. O operário de construção Graham Parker, da cidade de Portchester, no condado de Hampshire, levou 26 anos mas finalmente conseguiu a façanha de resolver o complicado problema lançado pelo engenheiro húngaro Erno Kubik em 1977 para um mundo sem muito o que fazer.

Há 10 elevado à 30ª potência de possibilidades de se errar até chegar à solução correta. Graham Parker tentou todas e, agora, em 2009, chegou satisfeito ao resultado almejado. Em seu planos para os próximos anos: dominar o bambolê e tentar fazer com que o complicado engenho dê, pelo menos, duas rodadas em torno de sua cintura rebolante.

***

Gargarejar e bochecar com esses líquidos comerciais (eu gosto de Listerine de hortelã) pode aumentar o risco do câncer bucal. Segundo um professor cuja identidade quedará no anonimato pois impliquei com ele. Segundo o novidadeiro indivíduo, que é australiano, claro, devemos bochecar e gargarejar com um produto que não contenha álcool. Faço ouvidos de mercador turco ou húngaro.

Se amanhã eu cruzar, no sentido platônico (ao menos de início) com Angelina Jolie, faço questão de estar com a boca cheirando a hortelã, assim como a dela, quero crer, só pode saber a rosas raras da Arábia.

***

Na Austrália – bem feito – três ataques de tubarão em três dias. Ainda há quem duvide da ferocidade desses bichos. Muitos jornais, inclusive aqui de Londres, publicaram dicas para o que fazer no caso de alguém ser atacado por tubarão. Os tubarões do Tâmisa que se cuidem.

Fico sabendo que é importante manter a calma. Não tirar os olhos do tubarão por um segundo sequer (nem pensar em googlar). Tentar sair da água o mais cedo possível. Procurar reduzir os possíveis ângulos de ataque da fera nojenta.

Lutar, uma vez que fingir-se de morto não cola. Fazer força para atingir o tubarão com um soco ou pontapé nas guelras, nos olhos ou, como derradeiro recurso, na ponta do nariz. Muita vezes essa violência inesperada pega de surpesa o bicho malévolo. Normalmente, infelizmente, ele nos surpreende mais do que se surpreende conosco.

***

Morreu em Londres, esta semana, Bill Stone, de 108 anos. Tratava-se do quarto remanescente britânico da Primeira Guerra Mundial. Sobram agora três.

Na faixa de Gaza, sobrevivem ainda perto de 1 milhão e 498 mil palestinos, inclusive velhos, mulheres e crianças. Até o momento em que estas linhas foram digitadas.

 
 
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