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25 de janeiro, 2009 - 14h46 GMT (12h46 Brasília)

Israel promete apoio legal a militares pós-Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o Estado vai proteger qualquer militar israelense que enfrentar alegações de crimes de guerra na operação realizada na Faixa de Gaza.

Olmert disse ao gabinete israelense que o governo vai defender seus soldados assim como as próprias tropas agiram para proteger Israel com a ação na Faixa de Gaza.

O governo afirma que o Exército israelense atuou dentro das leis internacionais e fez o possível para não atingir civis.

As autoridades palestinas disseram que 1,3 mil pessoas morreram durante a ofensiva, iniciada no dia 27 de dezembro. A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNWRA, em inglês) e diversos grupos de defesa dos direitos humanos querem uma investigação independente para apurar se foram cometidos crimes de guerra.

Durante a operação, foram atingidas escolas da ONU na Faixa de Gaza onde civis haviam se abrigado para fugir dos combates.

Israel enfrentou ainda críticas sobre o uso de bombas de fósforo branco em locais onde poderiam atingir a população civil, o que é proibido por leis internacionais.

As autoridades israelenses disseram que seus soldados mataram centenas de combatentes do Hamas que operavam em áreas densamente povoadas.

Um total de 13 israelenses - entre eles, três civis - morreram durante o conflito, de acordo com o Exército de Israel.