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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2009 - 19h48 GMT (17h48 Brasília)
 
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Dívida de imposto derruba indicado de Obama para Saúde
 

 
 
O ex-senador Tom Daschle, que desistiu da indicação para ser secretário de Saúde dos Estados Unidos
Tom Daschle estava devendo US$ 140 mil em impostos e juros
O ex-senador americano Tom Daschle, escolhido pelo presidente Barack Obama para ser secretário da Saúde dos Estados Unidos, se tornou nesta terça-feira o segundo indicado para um cargo no gabinete a desistir devido a problemas com impostos.

Na semana passada, surgiu a revelação de que Daschle deixou de pagar um total de US$ 140 mil em impostos atrasados e juros. A dívida depois foi paga por ele.

Na carta em que anunciou sua decisão de desistir do posto, o ex-senador afirmou que não seria capaz de realizar a função ''com a plena fé do Congresso e do povo americano'' e que não queria ser uma ''distração'' dentro do governo de Obama.

O presidente Obama afirmou, em um comunicado, que aceitava a decisão com tristeza, mas acrescentou que era hora de ''andar para a frente''.

A desistência de Daschle se deu apenas três horas depois de outra indicada por Obama, Nancy Killefer, também ter desistiu por problemas com impostos que não foram pagos.

Killefer havia sido indicada para ser a supervisora do setor da Presidência responsável pela fiscalização de gastos públicos.

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também se envolveu em um escândalo semelhante. Ele foi acusado de dever US$ 34 mil ao fisco americano.

Mas Geithner não desistiu do cargo, se desculpou e sua indicação acabou sendo aprovada durante uma sabatina no Senado americano.

Comércio

Também nesta terça-feira, o presidente Barack Obama indicou o senador republicano Judd Gregg como seu secretário de Comércio.

Eleito pelo Estado de New Hampshire e em seu terceiro mandato, Gregg pode ser o terceiro republicano a assumir um cargo no gabinete de Obama, caso seja aprovado em uma sabatina no Senado.

Analistas acreditam que a indicação de Gregg poderia ser um gesto de boa vontade do líder americano para com os membros da oposição, a quem deseja cooptar a fim de obter a aprovação de seu pacote de estímulo econômico de mais de US$ 885 bilhões.

Os republicanos vêm resistindo em aprovar o pacote, porque alegam que ele é excessivamente dispendioso e não promove cortes de impostos suficientes.

Substituto

Gregg substituiu o nome que havia sido indicado anteriormente por Obama, o governador do Novo México, Bill Richardson.

Richardson foi indicado pelo presidente no início de dezembro, mas acabou sendo obrigado a desistir do cargo em janeiro após terem vindo à tona os detalhes de uma investigação sobre supostas irregularidades em negócios do Estado do Novo México com uma empresa.

Foi preciso uma negociação para que Gregg pudesse ser indicado. Ele havia dito que só aceitaria o posto se sua vaga no Senado como representante de New Hampshire fosse preenchida por alguém do Partido Republicano.

O governador de New Hampshire, que tem a função de decidir quem ocupará a vaga no caso da ausência do titular, deverá indicar para o posto a ex-chefe de gabinete de Gregg, Bonnie Newman, uma veterana da administração Reagan.

A medida visa evitar que os democratas ampliassem sua maioria no Senado. Atualmente, eles contam com um total de 58 senadores, uma margem estreita.

Caso conquistassem a cadeira de New Hampshire, eles poderiam chegar à marca de 60 senadores, uma vez que ainda está em andamento um processo judicial para definir o vencedor de uma vaga no Senado pelo Estado de Minnesota.

A eleição realizada em novembro terminou indefinida, com apurações diferentes mostrando vitória do republicano Norm Coleman e do democrata Al Franken.

Se obtivessem 60 cadeiras no Senado, os democratas poderiam evitar que os republicanos recorram ao mecanismo de obstrução chamado filibuster, segundo o qual um partido prorroga a discussão de um projeto para evitar que ele seja votado. A última vez que um partido obteve uma maioria à prova de filibuster no Senado americano foi há três décadas.

Confirmação

Ainda nesta terça-feira, foi confirmada pelo Senado a indicação de Eric Holder como secretário de Justiça do governo americano.

Ele é o primeiro afro-americano a ocupar o cargo.

Holder afirmou que o departamento que comandará irá punir crimes praticados por representantes do mercado financeiro, mas não fará uma ''caça às bruxas''.

''Não faremos uma caça às bruxas. Mas iremos investigar e ver até que ponto o que esta nação está enfrentando é resultado de fraude e má conduta. Nós iremos descobrir e punir os culpados'', afirmou Holder.

 
 
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03 fevereiro, 2009 | BBC Report
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