As (outras) mulheres brasileiras sobre quem deveríamos aprender na escola

Niede Guidon, Carolina de Jesus, Bertha Lutz
Image caption Niede Guidon, Carolina de Jesus, Bertha Lutz: leitores da BBC Brasil sugeriram nomes de mulheres que deveriam ser mais estudadas

Há algumas semanas, a BBC Brasil publicou uma matéria sobre 10 mulheres brasileiras que deveriam ser mais estudadas nas escolas. Os perfis foram sugeridos por leitores e, de lá para cá, não paramos de receber recomendações de outras pioneiras que deveriam ter suas contribuições mais conhecidas e divulgadas.

Foram mensagens como a de Andrea Montero, que lembrou da filósofa Nísia Floresta - segundo ela, uma "precursora do pensamento feminista no Brasil"; ou a de Henrique Fracalanza, que lembrou de Anália Franco, "fundadora de mais de setenta escolas".

Tudo começou com a publicação da história de Emmy Noether - matemática alemã que desafiou as universidades em 1903 e que foi citada por Albert Einstein como "genial" por sua contribuição à Física. A partir daí, preparamos a primeira lista.

Mas as sugestões continuaram e, por isso, reunimos uma nova lista, dessa vez com 15 mulheres - brasileiras ou naturalizadas - de diversas áreas de atuação, que foram pioneiras ou que ajudaram a mudar os rumos do país nas ciências, na agronomia, na literatura, na política e na saúde.

Luzia Rennó Moreira

Direito de imagem CEDOC
Image caption Luzia Rennó é considerada uma visionária

Filha de fazendeiros e natural de Santa Rita do Sapucaí - pequeno município do sul de Minas Gerais de cultura agrícola até a metade do século 20, - Luzia Rennó Moreira nasceu em 1907 e foi uma visionária ao iniciar o desenvolvimento de um polo de eletrônica em uma região rural.

Na década de 1950, "Sinhá Moreira", como era conhecida, doou terras que tinha herdado dos seus pais para construir uma escola, que viria se tornar a primeira instituição de ensino de técnica de eletrônica da América do Sul - e a sétima escola na categoria do mundo.

Com o apoio do presidente Juscelino Kubitschek, Luzia inaugurou a Escola Técnica de Eletrônica "Francisco Moreira da Costa" em 1959. Em 1965, morreu por causa de uma neoplasia mamária, antes da primeira turma se formar.

Atualmente, Santa Rita do Sapucaí é reconhecida em todo o mundo por desenvolver, produzir e exportar eletroeletrônicos para mais de 41 países.

Bertha Lutz

Direito de imagem US Library of Congres
Image caption Bertha Lutz seguiu carreira na política

A bióloga e feminista Bertha Maria Júlia Lutz foi a responsável pela conquista da instituição do voto feminino no Brasil.

Nascida em 1894, em São Paulo, em uma família abastada, Bertha estudou Biologia na prestigiada Universidade Sorbonne, na França. Na Europa, conheceu o movimento sufragista das mulheres inglesas.

Em 1918, retornou ao Brasil e se tornou a segunda mulher a ingressar em concurso público no país, assumindo o cargo de bióloga no Museu Nacional. No ano seguinte, fundou, junto de outras mulheres, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, iniciando as campanhas pelo direito ao voto feminino.

Bertha lutou mais de dez anos até que, em 1932, por decreto-lei do presidente Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil. Ainda na década de 1930, organizou o primeiro congresso feminista e fundou a União Universitária Feminina, a Liga Eleitoral Independente, a União Profissional Feminina e a União das Funcionárias Públicas.

Em 1933, elegeu-se primeira suplente do deputado federal Cândido Pereira. Após a morte do deputado, assumiu a cadeira de deputada federal em 1936. Porém, a carreira política de Bertha se encerrou em 1937, quando Getúlio Vargas decretou o Estado Novo.

A passagem de Bertha pela Câmara Federal foi marcada pela luta por mudança na legislação referente ao trabalho da mulher e do menor, igualdade salarial, redução da jornada de trabalho - então de 13 horas diárias - e pela proposta de licença maternidade de três meses.

Cecília Meireles

Direito de imagem Acervo Revista Folclore, 1964, nº8
Image caption Cecília Meireles em página da Revista Folclore

Considerada uma das principais poetas do século 20 no Brasil, Cecília Meireles publicou 50 obras, incluindo contos, crônicas, poesias, romances e literatura infantil.

Cecília nasceu no Rio de Janeiro, em 1901, em uma família grande, mas logo conheceu a solidão: o pai morreu antes do seu nascimento; a mãe, morreu quando a menina tinha 3 anos; os três irmãos morreram também na infância de Cecília. Órfã, foi morar na chácara da avó, onde começou a ler e escrever.

Aos 16 anos, formou-se professora. Aos 18 anos, lançou seu primeiro livro, Espectros.

Com o livro Viagem, de 1939, ganhou o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras.

Em 1934, fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil, em Botafogo, Rio de Janeiro. Também escreveu para jornais cariocas sobre o folclore nacional e chegou a atuar como jornalista, publicando sobre os problemas na educação. Viajou o mundo na década de 1940 fazendo conferências sobre Literatura, Educação e Folclore.

Morreu em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro.

Maria da Penha

Direito de imagem Fabio Rodrigues Pozzebom
Image caption A Lei Maria da Penha foi inspirada na luta dela contra a violência doméstica

A Lei Maria da Penha, que endureceu as punições para quem pratica violência contra a mulher, foi inspirada na história desta cearense.

Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em 1945. Formou-se em Farmácia na primeira turma da Universidade Federal do Ceará. Durante a pós-graduação, conheceu o professor universitário Marco Viveros, com quem se casou e teve três filhas.

Em 1983, Marco atirou em Maria da Penha enquanto ela dormia, deixando-a paraplégica. A versão dada pelo marido é que assaltantes teriam feito o disparo. Quatro meses depois, Marco mais uma vez tentou matar a mulher. Dessa vez, ele tentou eletrocutar Maria enquanto ela tomava banho.

Somente oito anos depois, em 1991, Marco foi condenado, mas passou apenas dois anos preso. Ela então apresentou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma petição contra o Estado brasileiro por impunidade à violência doméstica.

O caso se tornou mundialmente conhecido e, em 2006, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Maria da Penha, para proteger as mulheres contra a violência.

O caso de Maria da Penha foi considerado pela ONU Mulheres um dos dez capazes de mudar a vida das mulheres no mundo.

Johanna Döbereiner

Direito de imagem Embrapa
Image caption Johanna Döbereiner começou a trabalhar em fazendas na Alemanha

Nascida na antiga Checoslováquia, Johanna Döbereiner cresceu em meio a guerras e foi da experiência em fazendas na Alemanha que nasceu o interesse pela Agronomia.

Ela se formou na Universidade de Munique e, em 1950, imigrou para o Brasil após receber uma recomendação para o Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária, começando a trabalhar em um laboratório do Ministério da Agricultura.

Na década de 1960, as pesquisas dela nas regiões tropicais começaram a revolucionar o campo da agricultura no Brasil - especialmente no aprimoramento das plantações de soja, que fizeram do Brasil o segundo produtor mundial da leguminosa, atrás apenas dos Estados Unidos.

Autora de mais de 500 títulos, Johanna Döbereiner chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel.

Anália Franco

Direito de imagem Rio Sul Revista
Image caption Anália Franco foi uma grande educadora e incentivou causas abolicionistas

Anália Franco Bastos nasceu em 1853, em Resende, Rio de Janeiro. Foi uma grande articuladora social e política, defendendo o republicanismo e a abolição da escravidão no Brasil.

Nascida durante o período escravocrata, Anália era vista como "perigosa" por ter ajudado crianças negras e órfãs que nasceram após a da Lei do Ventre Livre - que instituiu como livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir de 1871.

Professora primária de formação e sem recursos financeiros, conseguiu fundar escolas e creches em São Paulo e em cidades do interior do Estado, onde oferecia, além de ensino, abrigo à crianças, jovens, mães e mulheres viúvas. Todos os acolhidos recebiam educação e instrução profissional.

Foi uma das principais educadoras do Brasil e defensora do ensino laico, mesmo sendo conhecida por sua fé no espiritismo. Também atuou como escritora e teatróloga. Faleceu em 1919, em consequência da gripe espanhola.

Ana Néri

Direito de imagem Dominio Público
Image caption Ana Nery chegou a servir na Guerra do Paraguai

Ana Justina Ferreira Néri foi uma das enfermeiras mais importantes do país, chegando a servir na Guerra do Paraguai voluntariamente.

Ana era casada com um capitão e, após ficar viúva, teve os filhos convocados para servir no conflito, em 1864. Foi então que ela decidiu escrever à autoridades locais da Bahia pedindo para ir à guerra para cuidar dos feridos.

Durante a Guerra do Paraguai, ela prestou serviços em quatro hospitais militares e viu um de seus filhos morrer.

Com o final da Guerra, foi homenageada e recebeu duas medalhas, além de uma pensão vitalícia dada pelo então imperador Dom Pedro 2º.

Em 1938, o presidente Getúlio Vargas instituiu o Dia do Enfermeiro, celebrado em 12 de maio - dia do nascimento de Ana Néri.

Tomie Ohtake

Direito de imagem Heloisa Ballarini
Image caption Tomie manteve a atividade artística até morrer, em 2015

Japonesa naturalizada brasileira, Tomie Ohtake foi citada pelos leitores da BBC Brasil por causa da contribuição às artes plásticas.

Tomie nasceu em Quioto em 1913 e veio ao Brasil em 1936 para visitar um de seus irmãos. Impedida de voltar ao seu país após o início da Guerra do Pacífico, ela se naturalizou, casou e construiu família no Brasil.

Foi somente aos 40 anos de idade que Tomie começou a pintar, incentivada pelo artista japonês Keiya Sugano. Ela então passou a fazer esculturas e painéis gigantes, dedicando sua obra a narrar a participação dos imigrantes japoneses na formação do Brasil.

Durante a carreira, participou de 20 Bienais Internacionais e fez mais de 120 exposições individuais no Brasil, nos Estados Unidos, Europa e Japão.

Em 2000, foi fundado em São Paulo o Instituto Tomie Ohtake, em sua homenagem, que abriga um espaço para exposições e promove a pesquisa sobre artes.

Tomie Ohtake pintou até a data de sua morte, em 2015, aos 101 anos.

Carolina Maria de Jesus

Direito de imagem Audálio Dantas, 1960
Image caption Carolina Maria de Jesus à margem do Rio Tietê. Ao fundo a Favela do Canindé.

Carolina era catadora de papel e morava em favelas até ser descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que leu os cadernos de anotação dela, escritos em forma de diário e publicou trechos de seus relatos na extinta revista O Cruzeiro.

Ela se tornou uma importante escritora e teve suas obras traduzidas em mais de dez idiomas.

Carolina Maria de Jesus nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 1914. De família pobre, começou a trabalhar na infância e frequentou a escola somente por dois anos.

Trabalhou em fazendas do interior de Minas Gerais e de São Paulo e foi ajudante de cozinha e doméstica. Em 1937, com a morte da mãe, mudou-se para São Paulo e foi morar em favelas, sobrevivendo como catadora de papel.

Ao fazer uma reportagem sobre a inauguração de um playground no Canindé, favela onde Carolina morava, Audálio descobriu os seus 35 cadernos de anotações em forma de diário.

Em 1960, esses relatos são reunidos no livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. Com o dinheiro da venda do livro, Carolina se mudou para uma casa no bairro de Santana e passou a escrever.

Em 1961, lançou Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-favelada. Em 1963, publicou Pedaços da Fome, seu único romance, que ganhou pouca repercussão.

Em 1969, depois de desentendimentos com editores, mudou-se para um sítio. Morreu em 1977, aos 62 anos, pobre.

Nísia Floresta

Direito de imagem Biblioteca Nacional
Image caption A cidade em que nasceu hoje leva o nome de Nísia

A feminista e escritora Dionísia Gonçalves Pinto nasceu no Rio Grande do Norte em 1810 e é autora do primeiro livro feminista no Brasil.

Desde cedo, foi uma questionadora da condição da mulher no século 19: forçada a se casar aos 13 anos, abandonou o marido apenas seis meses após a união. Aos 22 anos, casou-se novamente - dessa vez, por escolha própria, e adotou o pseudônimo Nísia Floresta Brasileira Augusta.

Nunca frequentou universidade. Aos 22 anos, lançou seu primeiro livro, Direitos das mulheres e injustiças dos homens, o primeiro no Brasil a tratar dos direitos das mulheres à instrução e ao trabalho. O texto é considerado o fundador do feminismo brasileiro.

Nísia seguiu escrevendo sobre a emancipação da mulher por meio da educação e do trabalho em Conselhos a minha filha (1842); Opúsculo humanitári" (1853) e A Mulher (1859).

A cidade em que a feminista nasceu, Papari, no Rio Grande do Norte, hoje leva o nome de Nísia Floresta.

Virgínia Bicudo

Direito de imagem Fonte DEDOC
Image caption Virgínia - a primeira da esquerda para a direita - ao lado da família em 1929.

Virgínia Leone Bicudo nasceu em São Paulo, em 1910, e foi a primeira pesquisadora e professora negra a ocupar um lugar de destaque na divulgação e construção da psicanálise no Brasil.

De uma família negra de trabalhadores e de poucos recursos, Vigínia cursou educação sanitária no Instituto de Higiene de São Paulo em 1932. Quatro anos depois, cursou Ciências Sociais na Escola Livre de Sociologia e Política. Conheceu a psicanalista alemã Adelheid Koch e se aproximou da psicanálise. Em 1942, iniciou mestrado com pesquisa sobre psicanálise e os conflitos raciais entre brancos e negros. Sua dissertação, Atitudes Raciais de pretos e mulatos em São Paulo, foi a primeira defendida no Brasil sobre a temática.

Foi professora do Departamento de Psicologia da USP e da Universidade de Brasília (UnB), onde fundou o Instituto de Psicanálise de Brasília. Desenvolveu para a UNESCO diversas pesquisas sobre as relações raciais no Brasil.

Lotta de Macedo Soares

Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, conhecida como Lotta, nasceu em Paris, em 1910. Filha de pais brasileiros, veio ao Brasil com dois anos de idade. Nos anos 1940, fez cursos no Museu de Arte Moderna de Nova York, EUA, mas nunca frequentou a universidade. De maneira autodidata, se tornou arquiteta e urbanista.

A grande obra da vida de Lotta foi a criação do projeto do Aterro do Flamengo, o maior aterro urbano do mundo, inaugurado em 1965. A arquiteta foi presidente da Fundação Parque do Flamengo e lutou para que o aterro fosse tombado, nunca deixando a área ser loteada.

Foi casada com a poeta norte-americana Elizabeth Bishop. Em 1965, o casamento chegou ao fim e Lotta entrou em depressão. Dois anos depois, a arquiteta se suicidou, em Nova York. O filme Flores Raras (2013), de Bruno Barreto, conta o romance das intelectuais.

Niède Guidon

Direito de imagem Elisabete Alves
Image caption A arqueóloga chegou a estudar na França

Natural de Jaú, interior de São Paulo, Niède Guidon nasceu em 1933. Formou-se em História Natural pela USP na década de 1950. Na década de 1970, morando na Europa por causa do golpe militar brasileiro de 1964, foi pesquisadora do Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS), em Paris. Foi assistente da grande arqueóloga Annete Emperaire, que procurava pelo homem mais antigo do mundo. Nesse mesmo período, Niède conheceu o sítio arqueológico de Coronel José Dias, região de São Raimundo Nonato, no Piauí.

Encantada com as manifestações de arte pré-histórica em mais de mil sítios arqueológicos descobertos no Piauí, Niède se mudou para o Estado. Por ironia do destino, encontrou ali os indícios de presença humana mais antigos do mundo.

Há mais de 40 anos, Niède Guidon luta para proteger a região do município de São Raimundo Nonato, Piauí, ainda hoje um lugar pobre e esquecido.

Leolinda Daltro

Leolinda de Figueiredo Daltro nasceu na Bahia, em 1859. Foi uma professora, feminista e indigenista, precursora da questão indígena no Brasil.

Contrária à catequização, Leolinda defendia que os índios fossem incorporados à sociedade brasileira por meio de uma educação laica. Para isso, promovia excursões pedagógicas pelo país com esse objetivo. Dessa experiência, escreveu o livro Da Catequese dos índios no Brasil - Notícias e documentos para a História.

Como feminista e sufragista, defendeu a participação das mulheres na vida política brasileira. Em 1910, fundou o Partido Republicano Feminino. Em 1917, promoveu uma passeata exigindo o voto feminino.

Em sua homenagem, foi criado o "Diploma Mulher Cidadã Leolinda de Figueredo Daltro", da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, prêmio que reconhece todo ano 10 mulheres que são exemplos de luta em suas áreas de atuação.

Eufrásia Teixeira Leite

Direito de imagem Eufrasia Teixeira
Image caption Eufrasia Teixeira deixou sua fortuna para instituições sociais

Filha de uma família de aristocratas milionários e escravagistas, Eufrásia Teixeira Leita ficou órfã aos 22 anos. Deu alforria aos escravos da família e se mudou para a Europa, onde aprendeu a negociar ações e títulos, multiplicando a fortuna que herdou.

Apesar de nunca ter se casado, manteve um romance de mais de dez anos com o político e jornalista Joaquim Nabuco, um dos maiores abolicionistas do Brasil.

Sem herdeiros, Eufrásia morreu no Rio de Janeiro, em 1930. Em seu testamento, deixou quase toda a sua fortuna para instituições sociais e educacionais de Vassouras, cidade em que nasceu. Com os recursos que doou à cidade, foram construídos o Hospital Eufrásia Teixeira Leite, colégios para moças pobres e vários outros prédios.

A casa de sua família em Vassouras, a "Casa da Hera", onde Eufrásia viveu os últimos momentos, é um importante museu sobre a época da cafeicultura do Brasil.

Tópicos relacionados

Notícias relacionadas