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09 Junho, 2000 Publicado às 17:20 GMT
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Especial: Processo de Paz no Oriente Médio
Hezbollah perde missão de guerra e investe na política

Manifestação do Hezbollah em Beirute

Guila Flint, correpondente da BBC no Oriente Médio

Para as autoridades israelenses, o Hezbollah é um bando de terroristas. Para o Mundo Árabe, é um movimento de libertação nacional.

Porém, dentro do contexto libanês, o significado desse grupo vai muito além desse tipo de definição.

O Hezbollah – que em árabe significa Partido de Allah - foi fundado durante a guerra do Líbano, em 1982, com apoio ativo do Irã e apoio passivo da Síria, para lutar contra a ocupação israelense no sul libanês.

Dezoito anos depois, no último dia 24 de maio, o movimento comemorou sua vitória quando Israel retirou suas tropas do território libanês.

O movimento foi fundado pelo Sheikh Abas Mussawi, que se inspirou na revolução islâmica do Irã para criar uma força muçulmana xiita.

O Hezbollah conquistou rapidamente um grande apoio da população xiita, que é o maior grupo étnico-religioso no Líbano e que se sente injustiçada tanto politicamente como economicamente.

Camada mais pobre

A camada mais pobre da população libanesa é composta pelos xiitas, e eles também têm a menor parcela do poder político.

O movimento desenvolveu uma atividade diversificada, respondendo às necessidades da grande população xiita e conquistando um espaço cada vez maior na sociedade libanesa.

Hoje em dia, o Hezbollah é o maior movimento social no Líbano.

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Como uma versão xiita de uma ONG, o Hezbollah possui cinco hospitais, dezenas de clínicas medicas, um amplo sistema escolar e um sistema de assistência social.

Segundo dados da ONU, mais de 220 mil cidadãos libaneses recorreram aos serviços do Hezbollah durante o ano de 1999.

Milhares de jovens estudam em suas escolas. Como outros movimentos fundamentalistas no Oriente Médio, por exemplo, o movimento islâmico palestino Hamas, o Hezbollah constrói sua força a partir de um trabalho social.

Respondendo às necessidades sociais da população, esses movimentos criam uma dependência que resulta numa lealdade quase absoluta.

O social também se junta ao religioso.

O Hezbollah controla as mesquitas, que servem como centro de reunião.

Desde 1992, o Hezbollah também participa das eleições para o parlamento libanês, juntando assim o social, o religioso e o político.

Parlamento

Atualmente, o partido tem nove cadeiras no parlamento. O número deve aumentar nas próximas eleições, previstas para agosto.

Depois da retirada das tropas israelenses do Líbano, alguns porta-vozes do Hezbollah declararam que a missão militar do movimento terminou e que, de agora em diante, eles vão investir todos os esforços na construção de sua força política.

Fortalecidos pela vitória militar, os xiitas deverão reivindicar parcelas maiores do poder político e econômico.

Uma das reivindicações pode ser o cargo do presidente, destinado tradicionalmente ao grupo maronita.

Desde o censo demográfico realizado em 1932, ficou estabelecido que o cargo de presidente do Líbano seria destinado aos maronitas, que naquela época constituíam o grupo majoritário na população.

Os maronitas, cristãos de orientação ocidental, ainda têm a hegemonia econômica, porém deixaram de ser a maioria.

Hoje, o maior grupo é xiita. Alguns analistas dizem que dentro de poucos anos, o Sheikh Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, pode vir a ser o presidente do Líbano.

 

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Cronologia do conflito


Tira-teima: A retirada de Israel
A BBC analisa os principais pontos do final da ocupação israelense no sul do Líbano.
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