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13 de outubro, 2000 Publicado às 16:00 GMT
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Especial: Processo de Paz no Oriente Médio
Ex-militar, Sharon defende linha dura com palestinos

Sharon: direitista de retórica inflamada

Os atuais confrontos entre israelenses e palestinos tiveram início com uma visita de Ariel Sharon, um dos expoentes da direita em Israel, a uma região sagrada de Jerusalém.

O Monte do Templo é sagrado tanto para muçulmanos (que conhecem a região como Esplanada das Mesquitas) quanto para judeus.

A visita, ocorrida duas semanas atrás, foi encarada pelos palestinos como uma provocação de Sharon, um líder de retórica inflamada e associado a episódios controversos como o massacre de centenas de palestinos em Beirute, em 1982.

Na época, Sharon era ministro da Defesa de Israel e foi um dos arquitetos da desastrada invasão israelense do Líbano. Desde então, tem desenvolvido uma polêmica mas sólida carreira política na direita israelense, sendo atualmente o líder do Likud, partido que estava no poder até o ano passado.

Usurpador

Em sua atuação no parlamento israelense, Sharon tem se mostrado crítico às negociações do governo trabalhista com os palestinos.

Depois da fracassada reunião de Camp David, em julho, ele retratou o primeiro-ministro Ehud Barak como um "usurpador" pronto a entregar Jerusalém em troca de um acordo de paz.

Mas sua liderança no Likud pode ser ameaçada pelo ex-premiê Binyamin Netanyahu, que foi recentemente absolvido de acusações de corrupção e estaria planejando uma volta ao primeiro plano da política israelense.

Por isso analistas consideram que sua visita ao complexo do Monte do Templo pode ter sido uma tentativa de desviar a atenção da direita, que estava em Netanyahu, para sua própria pessoa.

Em carta à secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, que lhe havia criticado, Sharon negou qualquer responsabilidade pelo recrudescimento dos conflitos.

"Deve ficar muito claro que não foi minha visita ao Monte do Templo – o local mais sagrado do judaísmo e que está sob total soberania de Israel – que desencadeou a onda de violência", escreveu Sharon.

Guerras

Ariel Sharon nasceu na Palestina em 1928. Nos anos 50 e 60, desenvolveu uma sólida carreira militar, ocupando posições de comando no exército israelense nas guerras do Canal de Suez, do Yom Kippur e dos Seis Dias.

A partir de 1973, passou a desempenhar forte influência na política israelense.

Naquele ano, elegeu-se pela primeira vez ao Knesset, o parlamento de Israel, e dois anos depois atuou como assessor especial de segurança do governo de Yitzhak Rabin.

Como ministro da Defesa, em 1982, comandou a invasão israelense ao Líbano, e no ano seguinte foi considerado por um tribunal israelense como responsável indireto pelo massacre de centenas de palestinos em Beirute pelas mão de milícias cristãs.

No começo dos anos 90, à frente do Ministério da Construção e da Habitação, promoveu a maior onda de assentamentos judeus na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

No último governo do Likud, comandado por Binyamin Netanyahu, Sharon desempenhou as funções de ministro da Infra-estrutura Nacional e das Relações Exteriores.

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