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13 de outubro, 2000 Publicado às 16:00 GMT
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Especial: Processo de Paz no Oriente Médio
Jerusalém é o principal obstáculo para a paz

A mesquita do Domo da Rocha e o Muro das Lamentações

O status de Jerusalém é certamente o mais complicado obstáculo para uma paz definitiva entre palestinos e israelenses.

Sendo uma cidade onde confluem o judaísmo e o islamismo (além do cristianismo), ambas as partes desejam ter o controle do maior número possível de lugares sagrados para sua fé.

Políticos israelenses de todos os prismas ideológicos insistem que uma Jerusalém unificada deve ser a eterna capital do estado de Israel (hoje, a capital reconhecida pela ONU é Tel Aviv).

Com a mesma ênfase, os palestinos afirmam que o lado ocidental da cidade, onde ficam as mesquitas de Al-Aqsa e do Domo da Rocha, deve ser a capital do seu estado, quando ele for constituído.

Redenção

A região mais polêmica de Jerusalém é aquela conhecida como Monte do Templo (para os judeus) ou Esplanada das Mesquitas (para os muçulmanos).

Localizada na parte antiga de Jerusalém, essa é a região onde, segundo o judaísmo, foram erguidos o Primeiro e o Segundo Templo, na antigüidade.

Logo abaixo fica o Muro das Lamentações, que fazia parte das muralhas do monte na época em que havia um templo judeu construído nele.

Para a religião judaica, o Monte do Templo é o local onde a redenção vai tomar parte quando o Messias chegar à Terra.

Ou seja, abrir mão do local significaria desistir de qualquer possibilidade de redenção.

Subida ao céu

Para os muçulmanos, a Esplanada das Mesquitas é inegociável porque ela sedia a mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais importante da religião islâmica.

Segundo o Corão, foi a partir desta mesquita que Maomé ascendeu ao céu.

Outra mesquita sagrada é a do Domo da Rocha, uma das visões mais conhecidas de Jerusalém.

O cristianismo também algumas regiões sagradas em Jerusalém, como a Igreja do Santo Sepulcro (onde Jesus Cristo teria sido crucificado) e a Via Dolorosa.

Opções

Para conciliar todos os elementos simbólicos carredos por Jerusalém, já se propôs até a administração internacional da cidade.

De acordo com a resolução aprovada pela ONU em 1948 que definou a criação dos estados de Israel e da Palestina, Jerusalém, seria administrada pela própria entidade.

Mas os países árabes não aceitaram a proposta na época, e, em 1967, Israel tomou a parte oriental de Jerusalém à força da Jordânia, durante a Guerra dos Seis Dias.

O governo de Ehud Barak propôs que Jerusalém se tornasse a capital tanto de Israel quanto da Palestina, mas a parte cuja soberania caberia aos palestinos não incluiria a Esplanada das Mesquitas.

Já os palestinos exigem a soberania sobre a totalidade de Jerusalém Oriental, argumentando que a região está sendo ocupada de forma ilegal por Israel desde 1967.

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Cronologia do conflito


Jerusalém é o principal obstáculo para a paz
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