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11 de agosto, 2000 Publicado às 22h30 GMT
Métodos contraceptivos ajudam a mudar estrutura demográfica

Campanhas educativas estão cada vez mais comuns

Nos últimos 30 anos, o Brasil passou por uma transformação demográfica.

A taxa de fecundidade passou de 5,4 filhos por mulher nos anos 70 para 2,3 no final da década de 90.

A mulher brasileira adotou métodos de contracepção para efetuar o planejamento familiar. Até os anos 80, a pílula anticoncepcional era mais utilizada que o preservativo, mas este quadro mudou.

“Por causa das campanhas contra o vírus da Aids, do governo federal e das ONGs, os brasileiros estão colocando o preservativo em primeiro lugar, pois assim se protegem duplamente”, explica a demógrafa Beth Ferraz.

Métodos

Preservativos, tabelinha, coito interrompido, DIU, diafragma, esterilização, pílula anticoncepcional são alguns dos métodos de contracepção utilizados no Brasil.

“Sou casada há 11 anos, meu marido faz uso da camisinha. Ainda não tive o prazer de ser apresentada à camisinha feminina”, conta a dona-de-casa Laura Regina Carvalho, do Rio de Janeiro.

A camisinha feminina, inclusive, é um grande trunfo das mulheres na hora de negociar o uso do preservativo com o parceiro.

“Se ele não quiser usar, eu uso. As mulheres agora têm mais poder”, diz Jurema Conti, de Florianópolis, Santa Catarina.

Adolescência

Para quem está na adolescência, nem todos os métodos de contracepção são adequados.

A pediatra de adolescentes Olga Bastos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro explica que “a tabelinha, por exemplo, é um convite à gravidez indesejada, pois o ciclo menstrual nas adolescentes costuma ser meio irregular”.

A médica lembra ainda que o DIU - dispositivo intra-uterino - também é inadequado para adolescentes e jovens porque causa infecções.

“E as meninas ainda não conhecem bem o seu corpo para usar o diafragma”, diz Olga Bastos.

Consulta médica

Especialistas alertam para a necessidade de se consultar o médico antes de escolher um método de contracepção.

“Há metodos reversíveis e irreversíveis, como a vasectomia no homem e a ligadura de trompas na mulher”, diz a ginecologista Mônica Almeida.

O Brasil, aliás, é campeão mundial em partos por cesariana e esterilizações.

Cerca de 40% das mulheres em idade fértil já fizeram a ligadura de trompas.

Desde o final da década de 90, está sendo comercializada no Brasil, a "pílula do dia seguinte", que a mulher pode ser utilizada até 48 horas depois da relação sexual, se achar que há o risco de gravidez.

 

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